sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O famoso “Tea Time” vivenciado na nossa escola

No passado dia 6 de fevereiro decorreu o “ Chá das Cinco ” na sala dos professores, tendo esse espaço sido transformado num local tipicamente britânico, onde foi possível observar alguns icones londrinos que a decoraram. Num ambiente aprazível, foi possível saborear scones com diversas compotas, bolo inglês, bolachinhas e pétalas de chocolate e beber chá de diversos sabores. Desta forma, foi possível recriar o famoso “ Chá das Cinco”, tendo esta iniciativa como objetivo não só a partilha da cultura britânica como também o convívio saudável de toda a comunidade docente e não docente, tendo sido vivenciada com enorme agrado por todos os presentes. Esta atividade do PAA foi levada a cabo pelo grupo disciplinar de inglês, tendo contado com a participação das professoras: Rosa Carvalho, Ana Teixeira, Manuela Lourenço, Isabel Friande e Catarina Castro.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

75 anos da libertação de Auschwitz ...

(Alunos do 12.ºA)
Lamento. Lamento os milhões de pessoas que, injustamente, viram a vida esvair-se quando mais precisavam dela. Lamento todos os homens e mulheres que, sem nada poder fazer, deixaram crianças órfãs e indefesas viver num pesadelo, ainda acordadas. Lamento os brinquedos que ficaram por brincar, a roupa que ficou por usar, os animais que ficaram por amar, as portas que ficaram por abrir. Lamento a morte e a vida. A morte dos que sofreram e a vida dos que fizeram sofrer. À parte disso, só resta esperança. Esperança de um mundo sem tamanha maldade ou lamento. Esperança de um mundo melhor.
Leonor Costa

Relembrar é doer... E dói porque todos nós sabemos pelo que passaram, mas mais porque talvez não saibamos mesmo tudo, qualquer dia, para eles, poderia ser o último... Mas mesmo sabendo disso, não havia nada que pudessem fazer para aproveitar o "último dia". Uma lembrança que apenas nos traz revolta...
                                                                                                                                          Inês Ribeiro

Sejamos gratos pela vida que temos, e nos lembremos sempre daqueles a quem lhes foi retirada a liberdade e a vida 
Margarida Guimarães
Como agradeço, hoje, a liberdade de sermos quem nós quisermos ser.
                                                                                                                                           Nuno Silva
Por muito que tentemos imaginar a dor que pairou no campo de Auschwitz nunca vamos conseguir.
                                                                                                                                     Inês Fernandes
Auschwitz, um grande mal que não deve ser esquecido ".
                                                                                                                                     Rafael Peixoto

Um dia para esquecer. Um dia para relembrar.
                                                                                                                                       Hugo Gomes

A tristeza e a angústia permanentemente sentidas pelas pessoas que lá estiveram enclausuradas tem de ser relembrada para nunca mais ser praticada. 
Ana Filipa Costa

O erro que os nossos antepassados criaram ao pôr em causa a vida de muitas pessoas, devido à ideia de se criar uma raça perfeita, contra a diversidade, serve para nos lembrar eternamente esse erro para nunca mais permitirmos que volte a acontecer. 
Juliana Alves

Não consigo escrever, mas também não consigo deixar de pensar, pois é uma verdade demasiado dura para não pensar.
Matilde Fernandes

Evento histórico, o campo de Auschwitz, marcado pela dor e sofrimento de várias pessoas. É um erro sobre o qual devemos refletir e aprender para não se repetir.
Bruna Silva

Dia 27 de janeiro de 1945 os reféns de Auschwitz puderam sentir o que por natureza é comum a todos os seres humanos, a liberdade, poderão a partir de agora e só agora viver o real viver a vida que todos merecem.
Ricardo Pereira
Hoje, passados 75 anos, ainda imaginamos o sofrimento, a dor que por ali passou, deixando-nos a pensar o quão sortudos somos hoje.
Luana Borges

O passado permanecerá sempre numa parte de nós, mesmo quando não estivemos presentes.
Sofia Marques

O que aconteceu em Auschwitz vai ser sempre lembrado, com tristeza, pelas inúmeras mortes que causou. Esperemos que nunca mais voltem a acontecer coisas assim. 
Juliana Gomes

Quantas vidas foram tiradas até se perceber que os seres humanos são todos iguais!
Faz 75 anos que foram libertados os sobreviventes de Auschwitz, uma data para nunca esquecer, marcada por dor e tristeza.
Não tenho palavras para expressar os sentimentos existentes a cerca do holocausto.
Marta Castro

O sofrimento do passado nunca desaparecerá.
Daniela Sousa


Que o sofrimento do passado não caia no esquecimento do sofrimento do presente.
Ana Rita Araújo

Com a esperança de que o passado nos ajude a melhorar o futuro.
Higino Silva

Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.

                                                        Renato Silva

Infelizmente, o ódio não desapareceu e é por isso, que temos de nos lembrar das suas consequências.

João Gonçalves

75 anos da libertação de Auschwitz ...

(Alunos do 12.ºB)
"Como parte desta história. Porque não podemos esquecer. Porque corremos o risco que ela se repita."
Mas, ninguém fala sobre isso, por vezes é mais fácil ignorar e deixar passar. É mais fácil para a comunicação social falar todos os dias de corrupção e ignorar situações onde se pode ver o pior que o Homem pode ser.
Mónica Silva



Pensar nos milhares e de pessoas que morreram pelas mãos de outras é horrível, pensar que todos eles eram inocentes e que os verdadeiros culpados, matavam e humilhavam os indefesos.
                                                                                                                                       Tatiana Couto

Hoje em dia raramente paramos para pensar “Nas nossas casas aquecidas" no que milhares de homens, mulheres e crianças passaram nas mãos de certos ditados no campo de concentração em Auschwitz. Hoje celebra-se os 75 anos do fim deste mesmo campo de concentração e é dia para pararmos para pensar e refletir pois por mais que achemos que a nossa vida neste momento não nos corre da melhor forma, devemos pensar nessas pessoas que realmente tiveram uma vida cheia de sofrimento e dor.
Tiago Gonçalves

Como pode dormir o homem tranquilo e estar bem ao ver o outro sofrer? Não somos todos iguais? Não vivemos todos no mesmo mundo? Não temos todos sentimentos? É muito triste, ver um ser humano, como nós de carne e osso, sofrer pela arrogância, vaidade, maldade de outro.
Renata Tinoco  

Foram milhões de pessoas, todas elas inocentes e sacrificadas: homens, mulheres, crianças, idosos... Momentos de profundo sofrimento à custa do preconceito. Estas pessoas precisam de ser lembradas para que o futuro mude. Atualmente há pessoas a passar pelo mesmo. Precisamos de fazer a diferença!
Marlene Carvalho

Passados 75 anos de tanta miséria e dor, como é que é possível ainda existir desprezo entre o ser humano e racismo ao ponto de fazermos dos homens, mulheres e crianças um simples bicho a abater?
Inês Vieira Lopes

O homem combate e sai de um conforto temporário, pois alguém necessita de apoio e voz exterior num mundo em que barbaridades esquecem e continuam o conflito e o desastre humano.
João Pedro Couto Rodrigues

“Porque não podemos esquecer. Porque corremos o risco que ela se repita”, mas esquecemo-nos e permitimos que a história se repetisse. E agora?
                                                                                                      Ana Rita oliveira

Holocausto, quase sinónimo de preconceito, discriminação merece ser lembrado em memória daqueles que lá morreram
                                                                                                             Sandra Castro

"Não podemos esquecer estas tragédias. "

                                                                                                                                        Sofia Chen

Tamanho desprezo, apenas por viver. Manter fechado um povo numa prisão com mais de quatro paredes onde o fim era inevitável, em condições mais extremas do que a natureza poderia propor.
Rodrigo Silva

Auschwitz foi o auge da podridão e maldade humana. Não nos é possível voltar atrás e mudar o passado, mas está nas nossas mãos fazer com que a história não se volte a repetir. Paz e empatia com o próximo é o que melhor podemos ter para homenagear calorosamente as vítimas.
Joana Marques

Respeito. Tudo se resume a respeito. Somos um mundo repleto de diferentes culturas e crenças, mas será isso um motivo para tratar mal aqueles que não acreditam no mesmo que nós?
Hoje, 75 anos depois, relembramos tristemente algo que, na altura, não abalou o mundo, mas abalou algo pior: o coração de todas as pessoas que passaram por aquele lugar abominável que lhes ia negando o direito à vida... E digo “pessoas” ... Pessoas inocentes e injustiçadas que não foram tratadas como pessoas, mas sim como animais ou até mesmo pior.
Isto não é respeito, não é humano.... É algo que necessita ser lembrado para que não volte a repetir-se.
Bárbara Fernandes

75 anos da libertação de Auschwitz ...

(Alunos do 12.ºC)
Acho que não é possível sequer imaginar o quanto sofreram, e quanta da sua identidade perderam, as pessoas que foram enclausuradas em campos de concentração.
Quando era pequeno o meu pai contou-me muitas vezes histórias sobre a segunda guerra mundial, e lembro-me de ele ter referido o nome deste famoso campo de concentração, numa das suas histórias. 
Só há relativamente pouco tempo é que pesquisei mais sobre este assunto e fiquei aterrorizado com as crueldades que um senhor chamado Hitler fez.
Acho sinceramente que este dia nunca devia ser esquecido, e tem de ser para sempre "celebrado"/relembrado, para que nunca se volte a repetir.

Francisco Oliveira

Pior que morrer é ser-nos retirada a oportunidade de viver.
José Afonso Maior

"O segredo da felicidade é liberdade e o segredo da liberdade é coragem."
Marco Silva 

Ninguém decide onde nasce ou para onde vai viver.
Ninguém escolhe a sua cor da pele ou a religião sob a qual é envolvido. 
Deixemos diferenças de lado, lutemos por igualdade, LIBERDADE e justiça que não são meras palavras, são perspetivas!
João Oliveira 

75 anos de um dia "mágico" para os muitos prisioneiros de Auschwitz. A dor era imensa, algo que jamais nós todos poderemos sentir, o ensurdecedor barulho na mente é algo que não podemos imaginar... e aquela liberdade é magica e inesquecível!
Leandro Gonçalves

Um acontecimento inesquecível na história da humanidade que marcou cada pessoa de uma forma diferente, mas ainda mais o povo que sofreu às mãos dos nazis.
Milene Meira

75 anos depois da libertação de Auschwitz
Faz hoje 75 anos. É o fim do maior campo de concentração “Auschwitz". É-me impossível sentir ou imaginar a dor que as pessoas sofreram, por isso entendo que não podemos deixar passar esta data para relembrar as pessoas que morreram e as que muito sofreram.
Daniel Teixeira

domingo, 26 de janeiro de 2020

PORQUE NÃO SE PODE ESQUECER!
Margarida Corsino









Passam 75 anos sobre a libertação 
do Campo de Concentração de Auschwitz.
Penso que a viagem a este espaço 
é uma viagem que se impõe a cada um de nós. 
Seja ela física ou, apenas, imaginada. 
É uma viagem que entristecerá. Ensurdecerá.
Gritará. Que nos descalçará. 
Fará as nossas pernas tremer. 
Que nos silenciará.
Que nos colocará lá. Como parte desta história.
Porque não podemos esquecer. 
Porque corremos o risco que ela se repita.

Deixemo-nos acompanhar pelo grito de Primo Levi em
Se isto é um homem:

Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
     Considerai se isto é um homem
     Quem trabalha na lama
     Quem não conhece paz
     Quem luta por meio pão
     Considerai se isto é uma mulher,
     Sem cabelos e sem nome
     Sem mais força para recordar
     Vazios os olhos e frio o regaço
     Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
     Ou então que desmorone a vossa casa,
     Que a doença vos entreve,
     Que os vossos filhos vos virem a cara.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

“Freedom Writers”

Textos redigidos no 1º período, pelos alunos das turmas 11A e 11C, na disciplina de Inglês, após a visualização e actividades pós-visualização, do filme “Freedom Writers” (“Páginas de Liberdade”). Um filme de 2007, realizado por Richard LaGravenese
















A professora de Inglês colocou duas questões aos alunos.
Os textos foram escritos na aula (11A) e em situação de teste sumativo (11C) 

Aqui está uma pequena selecção dos textos redigidos.
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1- Write about the scene in the film that you liked most, that impressed you / surprised    you/ touched you the most… 
 What is (are) the underlying message (s)?

2- Who is you favourite character? Give at least 3 reasons for your choice.
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1- I really liked the scene when the students asked the teacher if she could have Mip Gies visit them and how excited they were about it to the point that they started thinking of things to do to raise money for it right away. It surprised me how dedicated they were to have her come to their school and talk to them about the story of Anne Frank.
The underlying message is that when you really want something, you fight for it to happen. 

2- My favourite character is the teacher, Erin Gruwell, because she was very selfless, passionate and a true fighter.
From the first day when she met the kids, she was set on helping them be better students and better people in general. To do that, she worked very hard to teach them in ways that would be more interesting for them, and that would keep them focused. 
Also, there were some obstacles that made her work a lot harder, but she didn’t give up and fought with all she had to get what she believed in. She even “lost” her husband during all this, but kept going, which is an attitude of a warrior.
Maria João Silva 11ºA

My favourite scene of the film “Freedom Writers” was the one about the Asian boy’s murder trial where Eva Benitez, one of the main characters and student of room 203, was the main witness. Before the trial, Eva was pressured by her family and fellow gang members to hide the truth about the real murder and lie in court, specially her father, who went to prison to protect his friends. However, she felt guilty for that because the victim was friends with a girl in the same class as her and she knew that the best thing to do was to tell the truth, which would incriminate her boyfriend, who was also from her gang. She felt really scared to talk since she knew that would make her a traitor and she would be persecuted by the other gang members. Eva didn’t know what to do but Ms. Gruwell, her English teacher, told her that we should always do the right thing no matter what, so she decided; she was going to tell the truth, and so she did. After that, the real culprit went to prison, her gang turned on her and her dad stopped talking with her, but, even though it was hard, she did the right thing, earning her teacher’s and classmates’ respect and compassion. From that, we can conclude that the message of this girl’s story is that we must always do the right thing, even if the world is against us.

The character I liked the most was Marcus because he was the one who demonstrated the greatest character evolution. If we were to compare his aggressive attitudes at the beginning of the film to his comprehensive and calm attitudes at the end, we wouldn’t even recognize him as the same person. During the film, he also showed gradually more interest in Ms. Gruwell’s activities, started respecting his teacher and classmates and played a major role in organizing the meeting of Anne Frank’s (protector) Miep Gies, which highlighted his kindness and the importance he gave to education. He also had a lot of courage and love for his family and we can specially observe that during the scene when he decides to go back home and greets his mom, asking her for help to leave the gang’s world and pursue a better life. After hearing his request, she gives him a groceries bag for him to carry home, accepting him, and Marcus takes another bag from his mom and helps carry them both home. 
Mariana Sousa 11A

1. There were a couple of scenes that really touched me, but the one that surprised me the most was when Jamal, sitting at the front of the class,  received a paper with a racist drawing on it, after the others saying “Pass to Jamal”. It was a racist drawing because it was a portrait of this boy, but with very big and juicy lips, which is the stereotype for a black person. 
The teacher, Ms Gruwell, saw that Jamal was obviously upset with something he had seen in the paper, so she grabbed it, and, she saw it, she was really mad and started giving them a history lesson about a “gang” that also “mocked” another race, until they disappeared. She was talking about the Nazis and the Holocaust. When she was almost finishing her life lesson, a Latino boy, Andres, raised his hand and, when Ms. G. gave him permission to speak, he asked what the Holocaust was. She was shocked and she realized that the students didn’t have the proper education. The only one that knew what the Holocaust was, was the only white student in the class. Then, she gave each one the “Diary of Anne Frank” so that they could learn a little bit more about this terrible period of history.
I think that the message behind this scene is that, sometimes, we aren’t really aware of how bad another person’s life can be.

 2.  My favourite character is Marcus. When he was younger, he joined a gang, which led to him being expelled from his house by his own mother. Later, he realized he was wrong, and he missed his family. So, he left the gang and started living alone. The reasons why I like him so much are because he admitted that what he was doing was not good, then he left and changed himself to a better version and he tried to return home. When his mother accepted him, by giving him a bag, he apologized and almost “said” that he accepted the consequences and was ready to return home.
Ana Manuel Pereira 11A 

The scene that touched me the most was the one in which Eva asked teacher Gruwell why Anne Frank died in the end of the book. She was angry at Ms. Gruwell because she told them “The Diary of Anne Frank” was an inspiring story since it was about a girl who lived as a minority, during the Second World War, as they were living nowadays.
The message in this scene was said by her classmate, Marcus: that everyone, even the ones that died fighting their battles, deserve a story, deserve to be recognized.
When we talk about these victims of prejudice, we never remember them for their life lives; we just know them as a statistic, as a number, always forgetting they were someone. 

My favourite character is Ms. Gruwell. She is a woman who has always tried to learn about other realities that people face and constantly tried to understand her students’ backgrounds. 
   Ms. Gruwell is passionate about her job. She ended up spending her money and dedicating   all her life to give her students a better education. And most important, she never gave up, not even when she was ridiculed by the other teachers and criticized for her methods, staying even in the hardest times.
Ana Sousa 11A 

The film Freedom Writers is a story of an inspiring teacher who was able to turn the Room 203 students, who were always in fights, living among violence, death and lies, into sociable kids, who finally could find peace and felt joy to be with different “race" teenagers. In my opinion this is an incredible movie and there's no favourite scene, because the film is all about respect and integration of different “races" and that is always captivating and present in all the film. There are a lot of touching parts like when Marcus asked his mum if he could come back home and also when one of the students said he had lost his home in the previous summer. For me these were definitely the most touching scenes and they have something in common, they talk about family, being united. But the main message, I think, is the respect to each other and that's what life is all about.
Gonçalo Martins 11C 

 I believe that one of the most touching scenes was the visit to the Holocaust Museum.
In this scene the students realized the impact that the Holocaust had in people’s lives.
 In the beginning of the tour, they received a little card with a name of one of the many “souls” that had been in the labor fields in the concentration camps. Every single visitor, on the way out, passed the card in a machine to learn the destiny of the name in it.
With this activity I think they reflected in all the consequences that their gangs were bringing to the society. After this scene they started to trust and to tolerate each other.
At the end of the day, these are the moments that count, the ones when we find the similarities with the others and we embrace them. 
Matilde Carvalho 11C


1. The film Freedom Writers is about the story of teenagers who, due to gang violence and discrimination, saw their lives fall apart. But as it is in every story, there is a hero.
In this story the hero’s name is Ms. Gruwell, a first time teacher who will push her students to respect each other and see the world as a more beautiful place, while teaching English and getting them to know more about people like Anne Frank, who faced dramatic situations similar to theirs.
This film has many emotional scenes, but, the one that touched me the most was when a student goes in front of the class, in the start of a new schoolyear, and reads his diary. In it, he describes how bad he felt when he lost his house and how the room 203 saved him, becoming his new home, because there he was with people he liked, he felt safe and respected and he could escape some outside, very hard problems.
Pedro Carvalho 11C 

For me, the film has a lot of important and emotional scenes. It talks about "meaningless" violence, discrimination, tolerance and the key word is respect.
The part that I liked the most was the one in which the teacher asked the students to raise their hands if they knew what the Holocaust was and only one student raised his hand, a white, non-gang member. Then she asked them to raise their hands if they had already been shot or lost a friend to gang wars. Everybody raised their hands, except the previous kid. 
This part was really touching, emotional and sad because we can see that they don´t have a life as great part of teenagers of their age do, they don´t have any knowledge about the things that we consider very basic. On the other hand, they had already experienced painful situations in real life out of the school. This shows us that life isn´t easy for everybody, and when we think that our life is bad, we should remember these cases and think about how lucky we are.
Fábio Rodrigues 11C

1. I was really touched with the scene in which Erin Gruwell opened the cupboard and it had a lot of journals inside, the ones she had given to her students some days before. 
Ms. Gruwell wanted her students to write on those journals their stories and their fears so that they could be listened and get their worries off their chest. They all accepted the challenge.
As the teacher was reading the journals, she was very surprised with the stories of their lives and so she could better understand her students and what they had faced up.
In fact, this scene and all the film show us that we must tolerate and respect different people, regardless of their race and their culture, since we are one and together we can change the world. 
Miguel Almeida 11C 



sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Violência doméstica / no namoro

As violências doméstica e no namoro albergam comportamentos utilizados num relacionamento, por uma das partes, sobretudo para controlar a outra. 
Apesar de a violência ser, normalmente, associada a agressões, pode ser de vários tipos. A violência emocional refere-se a qualquer comportamento do(a) companheiro(a) que visa fazer o outro sentir medo ou inutilidade. Qualquer forma de violência física que um agressor(a) inflige ao companheiro(a) é violência física. A violência social corresponde a qualquer comportamento que intenta controlar a vida social do(a) companheiro(a). Algum comportamento em que o(a) companheiro(a) força o outro a protagonizar actos sexuais que não deseja diz respeito a violência sexual. Comportamentos que intentem controlar o dinheiro do(a) companheiro(a) sem que este o deseje equivalem a violência financeira. A perseguição também é um tipo de violência, na qual se encaixa qualquer comportamento que visa intimidar ou atemorizar o outro. 
A violência em relacionamentos funciona como um ciclo circular: primeiramente, há um aumento de tensão - as tensões acumuladas no quotidiano, as injúrias e as ameaças tecidas pelo agressor, criam, na vítima, uma sensação de perigo eminente; de seguida, ocorre um (ou mais) ataque violento - o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima; estes maus-tratos tendem a aumentar na sua frequência e intensidade; após o conflito, há a “lua-de-mel” - o agressor envolve a vítima de carinho e atenções, desculpando-se pelas agressões e prometendo mudar. Todas estas fases repetem-se constantemente, até que a vítima resolva tomar alguma iniciativa para mudar esta situação. 
As agressões podem ser continuadas ou não continuadas. Agressões continuadas mantêm-se durante longos períodos de tempo, enquanto agressões não continuadas acontecem apenas uma vez.
Estudos recentes desenvolvidos em Portugal e que reforçam indicadores já encontrados em outros países revelam que a violência em casais do mesmo sexo é tão frequente como a violência em relacionamentos entre pessoas de sexo diferente. As principais razões que levam à continuidade das agressões são a dependência económica, o medo de afetar os filhos com a separação dos pais (bem como os amigos e restantes familiares), cedência às promessas do agressor e vergonha das críticas que poderão surgir por parte da sociedade. Nos casais homossexuais, para além destes motivos, há ainda a cedência à intimidação através do outing (ameaçar revelar a sexualidade da vítima, caso esta ainda não o tenha feito), a culpabilização da violência pela sua orientação sexual e o medo de discriminação aquando da denúncia das agressões.
Para o ano de 2018 (e anos anteriores), a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) apresentou dados estatísticos relativos à violência. Neste ano, houve 9 334 vítimas de violência, aumentando 31% o número de atendimentos desde 2016, das quais 7 712 foram mulheres (83%) e 1 576 foram homens (17%). Relativamente aos agressores, houve apenas 1 511 mulheres (16%); 7 764 foram homens (80%). Desta forma, pode concluir-se que a maioria das vítimas são mulheres, sendo a maior parte dos agressores homens.
Das agressões registadas, 7 363 (76%) foram continuadas, sendo 1 072 (11%) não continuadas. Portanto, conclui-se que a maioria das agressões verifica o ciclo mencionado anteriormente. 
Ao nível do distrito de Braga, registaram-se 298 vítimas, as quais foram apoiadas pelas diversas autoridades responsáveis por estes casos. No concelho da Póvoa de Lanhoso, 5 vítimas foram auxiliadas.
A APAV tem como missão apoiar as vítimas de crime, bem como a família e os amigos, prestando-lhes serviços gratuitos e confidenciais, através da sua Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da sua Linha de Apoio à Vítima – 116 006 (dias úteis: 09h – 21h). 
Promove apoio jurídico, psicológico e social. O apoio jurídico tem como objetivo informar a vítima acerca dos seus direitos, elucidá-la acerca das várias etapas de determinados processos judiciais e auxiliá-la com a documentação. O apoio psicológico é prestado por profissionais devidamente qualificados, avaliando-se a situação de risco psicológico do utente, ajudando-o a reconhecer as competências que já possui e a encontrar formas de as pôr em prática e encaminhá-lo para o serviço de apoio adequado caso se verifiquem fatores de risco. O apoio social é prestado por profissionais de trabalho social devidamente qualificados, cujo objetivo é informar a vítima acerca dos vários recursos sociais existentes e encaminhá-la para outros serviços e instituições (locais, regionais ou nacionais). 
Maria João Fontão – 11º C