sexta-feira, 29 de março de 2024

A Escrita em Momentos de Avaliação - Alterações Climáticas

 

“As alterações climáticas podem levar mais de 200 milhões de pessoas a deixarem as suas casas nas próximas três décadas, criando focos de migração, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, segundo um relatório do banco Mundial”.

Agência Lusa, in https://observador.pt

 

As alterações climáticas são dos grandes temas abordados constantemente nos dias de hoje, sendo difícil dizer que é algo que nos poderá vir a afetar extremamente pois, no meu ponto de vista, está a afetar-nos já hoje.

Quer queiramos quer não, temos de ter ação, mas estamos a ver cada vez mais as consequências do nosso dia-a-dia ao invés de ser um problema futuro como, por exemplo, a migração.

               Em primeiro lugar, vemos cada vez mais desastres ligados às alterações climáticas, como cheias, incêndios e outros fenómenos atmosféricos a fazer com que milhares de pessoas tenham de abandonar as suas casas devido à falta de condições.

 É simplesmente indescritível a sensação de ver tudo aquilo que as pessoas construíram a ir em vão, tudo pela ação do homem!

Segundo, a indiferença trazida por aqueles que escolhemos para nos representar apenas torna estas situações mais trágicas. Basta vermos como prevalece a ganância nos governos, que apenas tomam medidas quando aquilo que se passa à sua volta lhes custa dinheiro. O dinheiro move as ações.

Isto traz-me ao meu segundo ponto de vista, como é que o ser-humano é capaz de se mostrar tão superficial ao ponto de ter como prioridade o bem individual e não o bem geral. As pessoas que sofrem com estas alterações repentinas, para além de verem o seu trabalho de uma vida a desaparecer em curtos instantes, verem também as suas memórias e casas não físicas, mas emocionais a desaparecerem. E mesmo assim, o foco não está em ajudar os que precisam nem em corrigir a fonte dos problemas.

    Em suma, as alterações climáticas já afetam inúmeras pessoas diariamente, e o que me dá a entender pelas nossas ações, o foco não está em corrigi-lo, mas sim no benefício individual de alguns, o que afeta física e psicologicamente pessoas inocentes e incapazes de se defenderem.

 

Rúben Amorim, 11.ºB