Por Francisca Costa, 10.º A
Depois de lermos A Farsa de
Inês Pereira, muitos de nós começam a procurar respostas para a pergunta:
afinal, onde encontramos o amor na vida? As respostas mais imediatas costumam
apontar para os pais, a família, os filhos ou um namorado/namorada. Antes de
tudo, porém, importa perguntar: o que é o amor? Que papel têm as relações na
nossa existência? Seremos capazes de definir algo tão vasto em palavras?
Não pretendo dar uma definição
absoluta de amor; quero partilhar a minha visão. O amor é algo que se sente e
que nos leva a lutar por aquilo de que gostamos. Está presente todos os dias —
na família, na escola e na relação que estabelecemos com nós mesmos. Muitas
vezes, associamos o amor apenas à felicidade, mas ele também traz tristeza: por
vezes sofremos por amar e é esse mesmo amor que nos ajuda a continuar nos dias
mais difíceis. Quando estamos mal, escolhemos persistir — por nós e pelas
pessoas que amamos, que nem sempre são apenas os familiares.
A base de qualquer relação é o
amor e o respeito, seja ela de amizade, amorosa ou familiar. Para mim, não
existe uma definição pura de amor; existem frases, gestos e palavras com as quais
tentamos descrevê‑lo. O amor cria um espaço para entendermo‑nos mutuamente
quando há liberdade para sermos nós próprios. Por isso, uma relação deve
acrescentar algo à nossa vida: experiências, aprendizagem e crescimento. Nem
sempre estamos felizes, porque crescer também implica enfrentar dificuldades.
Devemos reservar sempre um
lugar para o amor em todas as situações da nossa vida, porque ele nos
enriquece. Eu procuro colocar amor em tudo o que faço e vivo; o amor ajuda‑nos
a encontrar sentido. Devemos praticar o amor diariamente, tanto na forma como
tratamos os outros, como na forma como nos tratamos a nós mesmos.
Ao longo da vida, cada um de
nós vai construindo a sua própria “definição de amor”. Perguntamo‑nos: o que é
o amor? Onde ele se encontra na minha vida? e, pouco a pouco, encontramos
respostas. O amor é algo sem medida que se ajusta às nossas necessidades e às
circunstâncias de cada um.