quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO

 Um mundo para todos

O que nos fará levantar do sofá com vontade de lutar por um bem maior? A nós, jovens, o ambiente e a preocupação com o futuro do nosso planeta é algo que nos impele a lutar em prol de um objetivo comum.

                Um aspeto intrínseco aos jovens é desejarem fazer a diferença. A primeira ação que nos ocorre é a necessidade de acabar com grandes empresas poluidoras e produtoras de substâncias como os clorofluorocarbonetos (CFC). A título de exemplo que utilizamos no nosso quotidiano e que a maior parte de nós possui, destacam-se os desodorizantes em spray e a laca de cabelo ou qualquer outro produto que tenha o mesmo efeito. De facto, apesar de pensarmos que estes produtos são totalmente inofensivos, grande parte dos seus componentes é a principal causa do famoso Buraco na Camada de Ozono.

                De realçar outro grande problema que leva os jovens a quererem agir: a poluição das águas e como esse facto afeta os animais marinhos. Esta maleita tem inicio nas grandes fábricas que descarregam materiais e químicos não reutilizáveis para rios que se tornam autênticos “caixotes do lixo” a céu aberto. Estas ações têm grandes e gravíssimas consequências, pois quando o rio segue o seu percurso e desagua no mar, estes “resíduos” invadem o habitat natural de todos os animais marinhos que os confundem com comida. O desfecho para grande parte destes animais é a morte, porém muitos outros sobrevivem e acabam por ficar com microplásticos no seu organismo. Consequentemente, seguindo a lógica da cadeia alimentar, esses seres vivos acabam frequentemente no prato do próprio Ser Humano que os ingere sem realmente se dar conta. Uma jovem que luta incessantemente por esta causa é Greta Thunberg que viaja pelo mundo para alertar as populações da gravidade e do perigo em que se encontra o meio ambiente, tentando mexer com as pessoas para o facto de nada fazerem para travar esse problema e suplicando pela nossa atenção.

                Por último, mas não menos importante, poder-se-á ainda apontar a caça furtiva, presente em países da África e da América. Essas práticas tornaram-se um dos principais perigos a contribuir para a diminuição das espécies e, já demasiadas vezes, para a sua extinção. Um exemplo flagrante são os elefantes utilizados para diversos tipos de comércios e transações, provocando desta forma uma drástica diminuição desta espécie que sempre fez parte do imaginário de qualquer criança.

                Em suma, é verdade que o nosso planeta está a sofrer, está a morrer por dentro e nós somos os principais culpados dessa doença que o corrói. Será que conseguem perceber que quem acabará sempre por sofrer as consequências destes atos, somos nós? Neste momento, não sabemos até que ponto será já possível reverter a situação, porém, queremos acreditar que nunca é tarde para agir e enfrentar o problema que causamos com garra e vontade porque o futuro da «NOSSA CASA» está nas nossas mãos!

Leonor Barbosa, Letícia Lopes, Santiago Bártolo:11.ºB