Fontarcada, Póvoa de Lanhoso – 23 de março de 2026
Tema: Importância da água na higienização das mãos
No dia 23 de março de 2026, as crianças do JI Simães tiveram a oportunidade
de ser “cientistas por um dia”. Uma investigadora do ICVS da
Escola de Medicina da Universidade do Minho, Sara Silva, e a responsável pela
comunicação de ciência da mesma instituição, Celina Barros, visitaram o JI
Simães para proporcionar momentos científicos adequados à faixa etária das
crianças, abordando o tema principal deste ano letivo – a água.
As crianças participaram ativamente em três atividades diferentes:
1. Crescimento bacteriano e fúngico antes e depois da lavagem das mãos
Nesta atividade, a cientista Sara preparou previamente placas de Petri contendo
um meio sólido nutritivo que permite o crescimento de microrganismos em
ambiente laboratorial controlado. Cada criança recebeu a sua placa de Petri e
deslocou-se para o espaço exterior da escola, onde tocou em superfícies à sua
escolha. De seguida, passaram os dedos no meio nutritivo dentro da placa.
Cada placa foi devidamente identificada com o nome de cada criança e
fechada. A atividade contou também com a participação da assistente operacional
Sandra e da educadora Lúcia, sendo um momento divertido para todos.
Posteriormente, todas as crianças lavaram as mãos, repetindo-se o processo
com uma nova placa de Petri contendo meio nutritivo. As placas correspondentes
ao “antes” e ao “depois” da lavagem das mãos foram levadas para o laboratório e
colocadas numa estufa a 37 °C, para permitir o crescimento controlado de
microrganismos.
No dia seguinte, a
cientista Sara realizou o registo fotográfico de todas as placas, de forma a
visualizar os resultados (fotografias de exemplo abaixo)
Atividade dos “vírus que fogem do sabão”. Nesta estação, as crianças realizaram uma
experiência simples que lhes permitiu compreender, de forma direta, a
importância do detergente na eliminação de microrganismos das mãos. Cada
criança recebeu uma placa de Petri de vidro com água, sobre a qual foi
adicionada uma especiaria (pimenta preta), representando simbolicamente os
“vírus”.
Inicialmente, as crianças mergulharam o dedo na
água e observaram que a pimenta se agarrava à pele. De seguida, colocaram o
dedo em detergente e voltaram a mergulhá-lo na água. Nesse momento, puderam
verificar que a pimenta se afastava imediatamente do dedo.
Por se tratar de uma atividade com um efeito
visual instantâneo, esta despertou reações imediatas nas crianças, facilitando
a compreensão do objetivo da experiência e reforçando a importância da
higienização das mãos com sabão.
3. Arames moldáveis e pinturas. Nesta atividade, as crianças foram convidadas a
explorar a sua criatividade através da manipulação de arames moldáveis e da
pintura. Utilizando as mãos e a imaginação, deram forma a diferentes figuras,
padrões e estruturas, desenvolvendo simultaneamente a coordenação motora fina e
a expressão artística.
A componente de pintura permitiu complementar esta
experiência, incentivando a experimentação de cores, texturas e combinações
visuais. Este momento mais livre e criativo proporcionou às crianças um espaço
de expressão individual, promovendo o entusiasmo, a autonomia e o gosto pelas
atividades manuais.
Lúcia Salgado





Good Luck


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