Palestra sobre violência no namoro
“Ó esposa, não faleis/ que casas é
cativeiro”[1],
esta frase pode descrever bem o tema apresentado na palestra dinamizada pelo
Cabo Márcio Fernandes e a Guarda Principal Véra Barroso sobre a violência no
namoro.
De facto, a frase está diretamente
relacionada pois assim como nas relações tóxicas o abuso raramente começa com
uma agressão física, ele instala-se através do controlo, do isolamento e do
silenciamento da vítima.
Por um lado, achamos que haver este tipo
de palestras é importante para consciencializar os jovens sobre o perigo da
violência nos namoro. Ao analisarmos a Farsa
de Inês Pereira podemos observar que contém várias semelhanças relativas ao
tema da palestra, como por exemplo quando o escudeiro diz “Antes que mais diga
agora,/ Deus vos salve, fresca rosa,/ e vos dê por minha esposa,/ por mulher e
por senhora.”1, assim como nas relações tóxicas o manipulador tenta
por palavras suaves persuadir Inês (a vítima) fazendo com que ela o achasse o
homem “perfeito”, apenas após o casamento, assim como nas relações tóxicas, em
que só passado algum tempo é que se revela agressivo, “que guardar o meu
tesouro?/ Não sois vós, mulher, meu ouro?”1.
Por outro lado, achamos que as palestras
deviam ser mais recorrente para tentar evitar situações como as descritas na
farsa.
Concluindo, mas palestras acabam por ser
muito importante para abrir a prestativa dos alunos e informar mais sobre o
tema em questão, para se se depararem com uma questão igual saberem como agir.
Se
no mundo das crianças não há violência, porque há-de haver no mundo dos
adultos?
Leonor Silva, Ana Araújo e Ana Rebelo
