No passado dia 17 de março, os alunos do 7.ºano do nosso agrupamento tiveram a oportunidade de assistir à peça de teatro Leandro, Rei da Helíria, no auditório Vita, em Braga. A atividade decorreu no âmbito da disciplina de Português, proporcionando um contacto direto com o mundo do teatro.
A peça conta a história do rei Leandro, que decide
dividir o seu reino pelas filhas, baseando-se nas declarações de amor que cada
uma lhe faz. No entanto, essa decisão traz consequências inesperadas, levando a
momentos de injustiça, sofrimento e reflexão. Ao longo da representação, os
alunos puderam observar temas como a ambição, a falsidade, a lealdade e o
arrependimento.
A encenação destacou-se pela expressividade dos atores
e pela forma como conseguiu prender a atenção do público do início ao fim.
Muitos alunos referiram que foi uma experiência enriquecedora, pois permitiu
compreender melhor a obra estudada em sala de aula, ao mesmo tempo que
despertou o interesse pelo teatro.
Esta atividade revelou-se, assim, uma mais-valia
para a aprendizagem, mostrando que é possível aprender de forma diferente, fora
da sala de aula.
Depois de um animado almoço na zona de restauração do Braga Parque, os alunos partiram rumo ao Mosteiro de Tibães, em Braga. À chegada, foram envolvidos por uma atmosfera de serenidade que contrastava com o bulício citadino. Ao percorrerem os diversos espaços — a igreja ricamente ornamentada, os claustros silenciosos, as celas austeras e a cozinha monástica —compreenderam melhor as vivências dos monges beneditinos do século XVIII. Cada divisão revelava um equilíbrio entre espiritualidade, trabalho e disciplina.
A cerca do mosteiro destacou-se como um verdadeiro laboratório natural. Com hortas, pomares, bosques e trilhos, evidenciava a autossuficiência da comunidade e a relação harmoniosa com a natureza. A biodiversidade ali presente não só fornecia alimento, como também promovia o recolhimento e a contemplação, essenciais à vida monástica.
Os alunos imaginaram um dia típico dos monges: acordar ao amanhecer, rezar, trabalhar
na terra ou nos ofícios, estudar e voltar à oração. Esta rotina refletia uma mundividência
centrada na simplicidade, no silêncio e na ligação ao divino. A visita revelou-se
uma experiência enriquecedora, onde história, cultura e natureza se entrelaçaram
de forma memorável.
Os docentes de Português do 7.º ano
