quinta-feira, 7 de maio de 2026

Póvoa de Lanhoso comemora o dia 25 de abril de 1974

 

Dizer Abril, sempre!


Hoje, escrevemos, pintamos, falamos, lemos, ouvimos…


pintamos de azul,

riscamos a vermelho,

sonhamos,

 voamos…

 

Cremos na vontade, na coragem,

defendemos a integridade, a igualdade,

vivemos a liberdade escrita com qualquer lápis

sem a sombra do lápis azul.

 

Hoje somos tudo assim, porque houve Abril!

 

As alunas Beatriz Afonseca e Ana Miguel Alves, do 10º. A, também disseram Abril na comemoração de mais um aniversário daquele 25 de Abril de 1974.

 




Evocar Abril na Póvoa de Lanhoso

A composição visual convoca a memória coletiva e individual, cruzando símbolos de opressão e de liberdade marcantes dos diferentes momentos da nossa História.

O cravo vermelho, ícone da Revolução de Abril, dialoga com elementos de vigilância, silêncio, resistência, propiciando uma reflexão sobre os caminhos da liberdade.

Múltiplos olhares evocativos da vigilância constante e da repressão do Estado Novo, simultaneamente inquietantes e omnipresentes, recordam um tempo em que ver, ouvir e falar poderiam significar censura, medo e silêncio. Em contraste, uma pomba sai da gaiola, levando consigo o cravo, metáforas de uma libertação simples mas transformadora, alusivas ao fim do obscurantismo e da nova possibilidade de voar em liberdade, após essa rutura física e total.

O poema de Paulo Midosi (1846), excerto do Hino da Maria da Fonte, estabelece uma ponte entre duas revoluções, lembrando que a luta pela liberdade é contínua, reinventada em cada geração. Mais do que uma evocação do passado, esta imagem é um convite ao presente.  Incentiva a recordar, questionar e exercer, com consciência e responsabilidade, um pensamento crítico atemporal.