terça-feira, 14 de novembro de 2017

Portugal, um país a necessitar de ação.

Será Portugal um país sem esperança? Será Portugal uma causa perdida?

Todos devemos estar bem conscientes da situação que o nosso país atravessa. Basta voltarmos um pouco atrás no tempo, e recordar o inferno que foi o dia 15 de outubro. Sim, eu sei, é avassaladora esta memória! É avassalador pensar que aquilo que demorou anos a construir foi destruído, num instante. Mas sabem o que é mais avassalador, ainda? A atitude dos portugueses!

Na noite de 15 de outubro, as páginas das redes sociais encheram-se com palavras de apoio aos soldados da paz. A quantidade de avisos, de apelos, era enorme... Sim, tudo isto parece magnífico e extraordinário, mas as atitudes, o arregaçar as mangas e pôr as mãos à obra e ajudar o país? Pois, disso não se viu muito! E este é o problema da sociedade portuguesa: vive de muitas palavras e de poucas atitudes. Não teria sido melhor, em vez de terem gasto o tempo a fazer posts nas redes sociais, terem ido a um posto de bombeiros e contribuir com o que pudessem? Não seria tudo tão diferente? Não seria tudo melhor?

Apelo a vós, portugueses, que não se confinem à pouca ação perante situações tão graves, que lutem pelo nosso país, tal como fez, por exemplo, o Padre António Vieira.

Lembrem-se: são urgentes mais atitudes! Não se limitem às palavras, à ação virtual, passem à ação concreta! Não ouçam e calem, lutem! Porque este é o nosso país, a nossa casa!

Susana Silva, 11B

sábado, 11 de novembro de 2017

PROJETOS, CLUBES EM AÇÃO…

O Agrupamento de Escolas de Póvoa de Lanhoso abrange diversos níveis de ensino, desde o pré-escolar ao ensino secundário, e disponibiliza uma oferta dirigida a adultos, a partir do Centro Qualifica. Independentemente do nível de ensino, dos dinamizadores, dos intervenientes, dos destinatários ou dos objetivos a trabalhar, nacionais ou internacionais, são vários os projetos / clubes em funcionamento no nosso agrupamento que, privilegiando as áreas prioritárias do Projeto Educativo, dão o seu contributo ao nível das aprendizagens fundamentais: "aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver em comum e aprender a ser”.

Entre os projetos / clubes do Agrupamento, há a destacar o Clube de Arte Japonesa, o Clube da Floresta Os Milhafrões, o Clube da Floresta Pinheiro Vivo, o Desporto Escolar, o Programa Eco-Escolas, o Grupo de Cavaquinhos, o Projeto Heróis da Fruta, o Programa de Apoio à Promoção da Educação para a Saúde, o Projeto Art`oca, o Projetos Europeus e ainda a Biblioteca Escolar que reúne vários projetos e o Jornal do Agrupamento Preto no Branco.

Apesar dos projetos/clubes serem dinamizados por uma equipa sob orientação do respetivo coordenador, é importante que, ao longo do ano, não esqueçamos que temos um papel relevante na concretização de muitos deles e na vida do nosso Agrupamento!
Ana Isabel Granja
Coordenadora dos Projetos

Projetos, Clubes em Ação....  -----> [+ Informação]   [horários/profs. responsáveis]

Corta-Mato Escolar

Nunca se tinham inscrito tantos alunos como este ano no corta-mato escolar.

No passado dia 8 de novembro, o grupo de Educação Física do Agrupamento de Escolas de Póvoa Lanhoso organizou, conjuntamente com o Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, no Parque do Pontido, mais uma edição do Corta-Mato Escolar. O local é magnífico para este tipo de provas e, aliado a um bom dia de sol, como esteve nesse dia, permitiu que alunos, professores, bem como toda a comunidade tivessem podido disfrutar de um ótimo espetáculo.
A competição começou às 10 horas e prolongou-se até ao final da manhã. Foram entregues medalhas aos 3 primeiros classificados por género, nos escalões de Infantis, Iniciados, juvenis e juniores.
Inscreveram-se para esta prova 290 alunos, 156 alunos da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso (ESPL) e 134 da Escola Básica Integrada do Ave (EBI do Ave), números estes muito superiores ao do ano anterior. Pela primeira vez a ESPL teve mais alunos inscritos que a EBI do Ave.
Esta competição apurou os seis primeiros classificados por escalão/sexo para a fase distrital, em data a definir, a ter lugar em Guimarães, junto à Pista de Atletismo Irmãos Gémeos Castro.
O grupo de professores que dinamizou esta atividade enaltece a forma como todos os alunos se empenharam na participação desta competição, independentemente da classificação conseguida, agradecendo também aos alunos do ensino profissional que fizeram a reportagem fotográfica deste evento.
Ricardo Rodrigues
(pelo Grupo Disciplinar de Educação Física)

terça-feira, 7 de novembro de 2017

AUTOAVALIAÇÃO: modo ON

Avaliar algo e autoavaliarmo-nos são, certamente, dos desafios maiores que nos podem ser colocados. E só poderão ser realizados como um exercício que vem do mais fundo de nós e nunca como uma simples tarefa técnica a executar de forma burocrática. Por isso, terá de começar, sempre, com o reconhecimento de tanto bem recebido para prosseguir no desejo de encontrar um bem maior.
Sem julgamentos ou autojustificações, importará recolher informação o mais completa possível para ser suporte de discernimento e de tomada de decisões, sem receio da verdade e confrontando questões pertinentes. Assim, ganhar-se-á liberdade para a avaliação e autoavaliação.
É desta forma que a nova Equipa de Autoavaliação do nosso Agrupamento olha para este desafio. Uma Comissão Executiva constituída por três professores, auxiliada por um Grupo de Consultores – entre docentes, pessoal não docente, alunos e pais - dará corpo à tarefa de olhar e autoavaliar o Plano Estratégico, no biénio 2017 – 2019, a fim de colaborar com o Diretor do Agrupamento na redefinição ou manutenção desse plano.
Aqui estamos. Prontos a trabalhar e a sonhar, acreditando que a Educação é a asa na qual voam os sonhos.
Margarida Corsino da Silva
(Coordenadora da Equipa de Autoavaliação do AEPL)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Trovadores a “surfar” [3]












Ó mar imenso! Ó mar sagrado
Ó mar que trazes o marinheiro apavorado
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar! 

Ó mar sagrado! Ó mar imenso 
Ajuda o marinheiro que engoles em silêncio 
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar!

Ó mar que trazes o marinheiro apavorado
Ó mar ajuda o marinheiro destroçado.
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar!

Ajuda o marinheiro que engoles em silêncio 
Concede misericórdia e dá-lhe tempo.
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar!

Pelo marinheiro destroçado, ao mar peço misericórdia 
Dá-lhe pão, amor e concórdia
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar!

Sê misericordioso e dá-lhe tempo
Para que encontre na vida marítima alento
A ti me dirijo, ó mar! 
A ti me dirijo, ó mar!
                                       Maria Leonor da Costa, 10º B

Ondas de Viana,
por aí eu passei,
e sempre vos recordarei
a surfar em cima da prancha,
a brisa do mar levei.

Ondas de Viana,
coisa tal nunca fiz.
Fui muito feliz,
a surfar em cima da prancha,
a brisa do mar levei.

Surf complicado,
com professores facilitado,
com vontade experimentei,
a surfar em cima da prancha,
a brisa do mar levei.

Surf complicado!
Com o braço cansado,
não me levantei,
a surfar em cima da prancha,
a brisa do mar levei.

Meu mar querido,
nessa hora me seguraste.
Que graças eu te dei,
a surfar em cima da prancha,
a brisa do mar levei.
                                      Renata Tinoco 10º B

Trovadores a "surfar" [2]






   Tu me chamas sobre as águas,
   Onde os meus pés podem falhar.
   E se a maré subir?
   E se a maré subir?

   Para lá das ondas vou olhar,
   Aqui, à beira mar…
   E se a maré subir?
   E se a maré subir?

   Onde os meus pés podem falhar,
   Quero andar sobre as águas do mar.
   E se a maré subir?
   E se a maré subir?

   Aqui, à beira mar…
   Vejo nas ondas o desejo de surfar.
   E se a maré subir?
   E se a maré subir?

   Quero andar sobre as águas do mar,

   Nas suas ondas me deixo levar
   E se a maré subir?
   E se a maré subir?
                                        Ana Margarida Guimarães, 10º B
            
O mar azul começa a crescer.
Nós, as meninas, ansiosas por ver
o lindo pôr do sol nascer e,
desesperadas de olhar o nosso amigo aparecer!
                                             Esperando o amor.

Nossos amores também irão surfar
 e  piscar o olho ao nosso brilhar,
virão com aquele fato lindo de morrer
tentar deslumbrar-nos, fazendo-nos “derreter”,
                                             Esperando o amor.

Nós, estamos à espera que eles notem!
A beleza que existe dentro de nós,
só assim,  os conseguiremos levar
nesta encantadora onda de mar,
que nos faz pensar e sonhar,
no tão bom do que o surf tem para nos dar.
                                       Esperando o amor.  

                                                  Duarte Antunes, 10º B
     
  


       Ó mar infinito
     És grande e imprevisível
     E domar-te é impossível
     Ó mar infinito!

     És grande e inesperado
     Para muitos és o seu fado
     Ó mar infinito!

     E domar-te é impossível
     A tua força estranha… incrível
     Ó mar infinito!

     Para muitos és o seu fado
     Tantos a ti se entregam com ou sem bom grado
     Ó mar infinito!

     A tua força estranha incrível
     A natureza que em ti reside… imprescindível
    Ó mar infinito!

    Tantos que a ti se entregam com ou sem bom grado
    Uns com ofício e outros por acharem este mundo acabado
    Ó mar infinito!
                                                       João Oliveira, 10º B

     Ia eu a Viana do Castelo
     e ensinaram-me a surfar
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!

     Estava eu com os meus amigos
     e ensinaram-me a apanhar uma onda
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!

     Ensinaram-me a surfar
     que maré alta, que diversão
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!

     Que diversão, que maré alta
     o povo vianense na igreja de Santa Luzia
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!

     O povo vianense no santuário
     que privilégio, que adoração
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!

     Que adoração, que privilégio
     Hei de lá voltar, já tenho saudades
     eu em cima de uma prancha!
     eu em cima de uma prancha!
                                               Lara Marques, 10º B

Trovadores a “surfar” [1]

    Neste dia em que o sol está a raiar,
    Existem grandes ondas no mar.
    Eu vou surfar, eu vou surfar!

    Neste dia em que o sol está a brilhar,
    Não há maneira de ficar a estudar.
    Eu vou surfar, eu vou surfar!

    Existem grandes ondas no mar,
    E com elas já estou a sonhar.
    Eu vou surfar, eu vou surfar!

    Não há maneira de ficar a estudar,
    Por isso, vamos lá mergulhar.
    Eu vou surfar, eu vou surfar!

    E com elas já estou a sonhar,
    Só espero, na prancha, conseguir-me equilibrar.
    Eu vou surfar, eu vou surfar!

    Infelizmente o dia está a acabar,
    E eu, apenas lá queria ficar. 
      Eu vou surfar, eu vou surfar!

                          João Frei, 10º B

      Ondas inquietas do mar do Minho,
      Embalais-me, calmamente, com carinho!
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

      Ondas revoltas do mar do Norte,
      Embalais-me, serenamente, com sorte!
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

      Embalais-me, calmamente, com carinho,
      Traçando-me um fácil caminho!
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

      Embalais-me, serenamente, com sorte,
      Traçando-me um fácil passaporte!
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

      Traçando-me um fácil caminho,
      Fui, tranquila, surfando com jeitinho!
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

      Traçando-me um fácil passaporte,
      Fui, tranquila, surfando com porte.
      Eu voando em tuas asas!
      Eu voando em tuas asas!

                             Inês Vieira Lopes, 10º B
      


    

    Ai madre, ai madre, como vivo angustiada!
    Meu amigo foi fazer surf.
    E eu morro de amor…

    Ai madre, ai madre, como vivo coitada!
    Meu amigo surf foi fazer.
    E eu morro de amor…

    Meu amigo foi fazer surf.
    E o mar está revolto.
    E eu morro de amor…

    Meu amigo surf foi fazer.
    E o mar está agitado.
    E eu morro de amor…

    E o mar está revolto.
    E as ondas que grandes são!
    E eu morro de amor…

    E o mar está agitado.
    E as ondas grandes do mar!
    E eu morro de amor…

                                José Afonso Maior, 10º B


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Educar: desafios

Cristina Tinoco
(Encarregada de Educação)
Quando falamos em educar, vêm logo à nossa mente várias questões: O que é educar? Quem tem esse papel?
Educar uma criança vai muito para além de fornecer alimentação, de dar roupa e brinquedos. Consiste também em transmitir valores e em preparar a criança para os desafios da vida adulta. De facto, é inegável o peso que a forma como a criança é criada nos primeiros anos de vida, tem nas suas atitudes e na sua maneira de ser enquanto adulto. Esta é, sem sombra de dúvidas, uma tarefa complicada. A criança tem de ser educada impondo-lhe limites e regras, dando-lhe amor, explicando-lhe porque não pode fazer determinadas coisas. Os pais devem mostrar autoridade, mas não autoritarismo. No passado, assistia-se muito à replicação do tipo de educação que os pais recebiam dos seus pais. Essa educação era, na maior parte dos casos, baseada no medo, nos castigos corporais e na rotulação negativa. Poder-se-ia falar de respeito? Sinceramente, não me parece! Neste tipo de educação, a que poderei chamar de “educação tradicional”, a criança não era nem respeitada, nem estimulada e nem aceite na sua individualidade. Apenas lhe eram impostos deveres e regras. 

Hoje em dia, -- embora possamos ainda encontrar alguns pais que seguem uma educação do tipo tradicional -- encontramos posturas diferentes quanto ao que é “educar” um filho. Por um lado, há pais que impõem a sua autoridade, estando esta assente no diálogo e na compreensão. As regras são explicadas e, por isso, são aceites mais facilmente pelas crianças. Os sucessos são recompensados, enquanto que as atitudes desviantes são penalizadas. Estes pais procuram passar “tempo de qualidade” com os seus filhos. Crianças educadas neste ambiente são, por norma, crianças com menos propensão para desafiar e desrespeitar o adulto e, por isso, aumenta a probabilidade de serem, mais tarde, adultos com uma sólida formação moral e cívica.

Contudo, há outros que, devido ao facto de terem cada vez menos tempo para os seus filhos, procuram compensá-los oferecendo-lhes brinquedos, não lhes impondo nem limites, nem autoridade, nem respeito, dando-lhes mais liberdade e menos responsabilidades. Na prática, as crianças fazem tudo o que lhes apetece, levando-as a pensar que apenas têm direitos e não deveres. A verdade é que muitas destas crianças estão entregues a si mesmo e os pais abdicam da sua responsabilidade e dever de educar verdadeiramente os filhos, passando essa tarefapara a Escola. Ora, esta instituição sente muitas dificuldades em lidar com alunos a quem nunca foram impostos limites, que não demonstram qualquer respeito pela autoridade dos adultos e que ostracizam tudo e todos.
A Escola pode dar um contributo para a formação integral dos alunos, ajudando a torná-los cidadãos bem formados, em que valores como respeito e solidariedade fazem parte do seu dia-a-dia, no entanto, os pais não se podem esquecer que o dever de educar é, em primeira e última instância, deles. 

Póvoa de Lanhoso, outubro 2017

Cristina Tinoco 
[Encarregada de Educação]