domingo, 15 de março de 2026

Caminho Português de Santiago – Leon de Rosmithal - Pelos alunos do 10.ºF

 A palestra sobre O Caminho Português de Santiago foi interessante, ajudou-nos a perceber melhor a importância deste caminho ao longo da História. Eu já tinha ouvido falar dele, mas não sabia muitos dos detalhes e das histórias que estão ligadas às peregrinações. Aprendi que o destino final deste caminho é a Catedral de Santiago de Compostela onde, segundo a tradição, está o túmulo de Santiago. Também achei curioso saber que depois da sua morte o corpo terá sido levado pelos discípulos Teodoro e Atanásio até à Península Ibérica, entrando pela Ria de Arousa e seguindo até Iria Flávia, atualmente uma paróquia civil da Galiza, pertencente ao concelho de Padrón, situada na confluência dos rios Sar e Ulla. Quase 800 anos mais tarde, entre 813 e 820, um ermitão, de nome Pelaio, observou durante algumas noites seguidas uma “chuva de estrelas” (Campus Stellae, de onde deriva o atual nome de Compostela), após escavações foi encontrado um túmulo de mármore com os restos mortais do apóstolo Santiago. Descoberta que originou as peregrinações.

 Outro tema que me chamou a atenção foi a viagem de Leon de Rosmithal, poderoso nobre daBoémia, região da República Checa, que viveu no século XV e viajou pela Europa entre 1465 e 1467, numa missão sob a égide do rei Jorge de Podebrady. Durante essa viagem passou pela Península Ibérica e descreveu vários lugares e costumes. Segundo os relatos, também passou por alguns concelhos como, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto. Os relatos da viagem foram escritos por Schafaschek e Gabriel Tetzel, o que hoje ajuda a perceber melhor como eram as viagens na Idade Média.

Na minha opinião, esta palestra foi importante porque mostrou que o Caminho Português de Santiago não é apenas um percurso religioso. Ao longo dos séculos também ajudou a ligar diferentes povos da Europa e contribuiu para o desenvolvimento das cidades por onde os peregrinos passavam e ainda hoje muitas pessoas de vários países fazem este caminho, seja por motivos religiosos, pessoais ou simplesmente pela experiência. Eu gostei da palestra porque me permitiu aprender mais sobre a história deste caminho e perceber como hoje ele continua a ter importância.

Maria Clara Silva