domingo, 1 de março de 2026

Mostra da Universidade do Porto

  Na quinta-feira passada tive a oportunidade de participar na Mostra da Universidade do Porto, que decorreu em Gondomar, e considero que foi uma experiência extremamente enriquecedora, tanto a nível académico como pessoal.

     Durante a manhã, a visita à mostra permitiu-me conhecer melhor a oferta formativa da Universidade do Porto. Ao longo do evento, foi possível visitar diferentes stands, esclarecer dúvidas com professores e estudantes universitários e obter informações detalhadas sobre cursos e saídas profissionais. Esta proximidade torna a experiência mais real e motivadora, pois deixou de ser apenas uma ideia sobre o nosso futuro e passou a ser algo mais concreto. Senti que a iniciativa foi muito bem organizada e pensada para ajudar os alunos a refletirem sobre as suas escolhas académicas, por poderem falar com alunos que passaram pela mesma situação que nós, levando a fazer uma escolha mais consciente.

     Da parte da tarde, o passeio pela cidade de Gondomar complementou a visita de estudo de forma bastante positiva. Para além de proporcionar um momento mais descontraído, permitiu-nos conviver, fortalecer laços entre colegas, professores e conhecer melhor o ambiente da cidade. Este equilíbrio entre a componente educativa e o momento de lazer tornou o dia mais dinâmico e agradável. Tive até a oportunidade de assistir à tuna de medicina da universidade do Porto.

     Na minha opinião, esta visita de estudo foi muito importante porque nos ajudou a pensar no futuro de forma mais informada e consciente. Ao mesmo tempo, proporcionou-nos experiências fora da sala de aula, que são fundamentais para o nosso crescimento pessoal. Considero, por isso, que atividades como esta devem continuar a ser promovidas, pois contribuem significativamente para a formação dos alunos, tanto a nível académico como social.


Jesus Tinoco




Violência no namoro - 10.ºF

 

Quem te ama não te agride”. Mensagem forte.

Foi o que ouvimos hoje na palestra sobre “Violência no Namoro” que nos silenciou, perturbou, alertou!

Estamos gratos, senhores agentes, por nos terem mostrado a importância de pedir/procurar ajuda e nos terem demonstrado que esta atitude é sinal de força e não de fraqueza.

Foi uma sessão muito esclarecedora. Percebemos que a violência no namoro é, muitas vezes, silenciosa e aterradora e constatámos, ainda, que nós acabamos, nas relações do quotidiano, por normalizar o anormal o que é tremendamente perigoso e o trampolim para a violência, seja ela física, verbal, psicológica…

Mais, assistir à palestra permitiu-nos aliar esta temática à “Farsa de Inês Pereira” e conseguimos ver como Inês, a ingénua sonhadora, à procura de um marido ideal, encontra a prisão no casamento. E como o manipulador, Brás da Mata, a oprime e lhe incute a culpa pelas possíveis agressões e a silencia, dizendo: não és tu, mulher, meu tesouro? Que mal faço em guardar-te? (prender-te em casa).

Para além disso, foi ainda referido para não nos esquecermos de que numa relação tem de haver partilha e livre aceitação da vontade individual, por isso não pode haver desrespeito, logo, ficou claro o registo: “NÃO É NÃO!

Os alunos do 10.ºF

Violência no namoro - 10.ºB

 

Nos dias de hoje, a violência no namoro é algo tão normalizado como um abraço, uma verdade que nos foi transmitida na palestra sobre a Violência no Namoro, dinamizada pela Guarda Nacional Republicana (GNR), na passada quinta-feira, dia 26 de fevereiro.

Ouvimos que nos últimos anos, as queixas de violência no namoro têm vindo a aumentar, o que nos leva a pensar que é necessário a conscientização de tais atos.

 Uma das formas de violência mais comuns é a violência sexual e esta não deve ser normalizada. Mas a pergunta é: porquê?

 Estes casos ocorrem quando um parceiro se quer impor em relação ao outro e não vê outra maneira de o fazer a não ser provocar a dor ao outro. Muitas vezes, o que acontece é a manipulação sobre o companheiro quando, por exemplo, uma pessoa está pronta para ter relações sexuais, mas a outra não se sente tão pronta … o agressor para conseguir o que quer manipula o outro, gerando até o sentimento de culpa.

A nosso ver, a violência sexual jamais pode ser normalizada ela é anormal. 

Pensamos que todos, homem ou mulher, jovem ou mais velho, merecem respeito, empatia e, relacionado com isto, têm de ter direito ao seu próprio corpo e, em momento algum, deve ser desrespeitada sua vontade. E se por algum motivo, quiserem perceber melhor o que dizemos, leiam: A História de uma Serva, de Margaret Atwood, uma distopia social que pode ser relacionada perfeitamente com este tema.

Concluindo, a violência no namoro é ultrajante e não pode ser normalizada, pois deixa muitas marcas…

Ninguém merece sofrer tanto na sua vida.

 Maria Oliveira e Mafalda Mendes

 


Violência no namoro - 10.ºB


 

Violência no namoro - 10.ºB

 

Palestra sobre violência no namoro

     

 “Ó esposa, não faleis/ que casas é cativeiro”[1], esta frase pode descrever bem o tema apresentado na palestra dinamizada pelo Cabo Márcio Fernandes e a Guarda Principal Véra Barroso sobre a violência no namoro.

      De facto, a frase está diretamente relacionada pois assim como nas relações tóxicas o abuso raramente começa com uma agressão física, ele instala-se através do controlo, do isolamento e do silenciamento da vítima.

      Por um lado, achamos que haver este tipo de palestras é importante para consciencializar os jovens sobre o perigo da violência nos namoro. Ao analisarmos a Farsa de Inês Pereira podemos observar que contém várias semelhanças relativas ao tema da palestra, como por exemplo quando o escudeiro diz “Antes que mais diga agora,/ Deus vos salve, fresca rosa,/ e vos dê por minha esposa,/ por mulher e por senhora.”1, assim como nas relações tóxicas o manipulador tenta por palavras suaves persuadir Inês (a vítima) fazendo com que ela o achasse o homem “perfeito”, apenas após o casamento, assim como nas relações tóxicas, em que só passado algum tempo é que se revela agressivo, “que guardar o meu tesouro?/ Não sois vós, mulher, meu ouro?”1.

    Por outro lado, achamos que as palestras deviam ser mais recorrente para tentar evitar situações como as descritas na farsa.

   Concluindo, mas palestras acabam por ser muito importante para abrir a prestativa dos alunos e informar mais sobre o tema em questão, para se se depararem com uma questão igual saberem como agir.

Se no mundo das crianças não há violência, porque há-de haver no mundo dos adultos?

 

   Leonor Silva, Ana Araújo e Ana Rebelo



[1] Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente

Violência no namoro - 10.ºB


 

Violência no namoro - 10.ºB

 Amar não é controlar. Chega de violência no namoro!

A violência no namoro é, nos dias de hoje, um problema sério e crescente que afeta milhares de jovens em Portugal e no mundo. No nosso ponto de vista, esta realidade não pode continuar a ser ignorada, uma vez que uma relação amorosa deve assentar no respeito, na confiança e na liberdade e não no medo. 

 Pensamos que muitos jovens desconhecem que a violência no namoro vai muito além da agressão física. Como ficou claro na sessão promovida pela GNR, ela manifesta-se também de forma psicológica, verbal, sexual e social. O agressor isola a vítima, controla o que ela veste, com quem fala e o que faz, recorrendo ainda à "fase de lua-de-mel" para perpetuar o ciclo abusivo. Nos dias de hoje, as redes sociais tornaram este controle ainda mais subtil e difícil de identificar.

 Alguns defendem que estes comportamentos são apenas expressão de ciúme ou amor excessivo. Ao nosso ver, esta ideia é profundamente errada e perigosa, pois normaliza situações que são, na verdade, crimes puníveis por lei.

 Em síntese, concordamos que a violência no namoro é um mal que deve ser combatido com educação, denúncia e intervenção. Na nossa opinião, dizer "basta" é o primeiro e mais corajoso passo para mudar de vida.


Imagem 2 - Mapa mental criado com IA

 Afonso Neves (n.°1), Gonçalo Silva (n.°7), Guilherme Roberto (n.°8) e Rodrigo Mendes (n.°19)