quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Partilha de leituras

Auditório da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso,

27 de janeiro de 2022

 

Lemos para relembrar e não deixar esquecer.

 A leitura sensibilizou-nos para uma realidade que conhecemos, mas nem sempre valorizamos. Só o conseguimos, porque a escola nos permitiu esta experiência de leitura. Sim, a escola não é só Português, História, Geografia, Matemática, a escola é um caminho para a vida. A escola ajuda-nos a crescer enquanto pessoas, complementa a nossa educação e a nossa formação.

Acreditamos que enquanto cidadãos conscientes não permitiremos que realidades como esta se repitam. E, consequentemente, não deixaremos que os direitos humanos sejam esquecidos. Percebemos também que um faz a diferença e juntos faremos uma DIFERENÇA ainda maior. Para além de tudo isto, ainda pudemos experimentar uma multiplicidade de sentimentos, caminhámos da raiva à tristeza.


 


 

Beatriz Silva

Deolinda Azevedo

Joana Henriques

Mariana Ferreira

Rodrigo Martins

Sabrina Rodrigues

 

(Alunos do 12.ºE)

 


 A ler vivemos!

Tantos livros, tantos testemunhos, tantas leituras, tantas vidas, tantas reflexões, tantas visões... E nós, hoje, que dizemos?

Bem, começámos por partilhar leituras. Aí vivemos emoções, relembrámos o trágico passado e desejámos não deixar apagar esta memória.

Pudemos vivenciar a dor, o sofrimento, a humilhação, a tortura, o desespero, a negação dos direitos humanos, o terror, o pânico, a angústia, a incerteza, a ansiedade, o medo que alimentava a esperança. SIM, A ESPERANÇA de ter direito à Vida. Esperança falsa?

Talvez, mas a única que restava e que alimentava a alma, se é que ainda existia!

Ah! Sorrateiramente espreitava o espírito de sobrevivência, carregado de mágoa da vida deixada em suspenso, da vida por viver, da vida roubada.

Viveram?

Não!

Sobreviveram, mas só os que não sucumbiram perante o que lhes infligiam: a câmara de gás, a morte!

 

Os alunos do 12.ºD

 

A Marta diz-nos como vê o Holocausto

 

O terror Nazi

O terror instalou-se
E tudo era secreto,
Mas já fazem 77 anos
Que tudo foi descoberto!
 
Perseguições e campos de concentração
Eram o céu de Adolf Hitler.
E direitos humanos?
Nem se falava disso!
 
Pobres judeus!
Que os terrores viviam,
Nas mãos dos nazis
Que tanto mal lhes faziam!
 
Ao recordarmos tanto mal,
Concluímos que nada queremos igual!
 
Lutaremos contra todo o tipo de opressões,
Lutaremos contra o racismo,
Seremos respeitadores,
E saberemos educar as novas gerações!
 
Marta Machado n.º15 12.ºD

A família lê connosco, evocando o Holocausto I

 «(…).Como isto me é estranho. É guerra. Há campos de concentração. (…) Quando caminho pelas ruas, sei que, em muitas das casas por onde passo, há ali um filho preso, e ali um pai refém, e ali têm de suportar a condenação à morte de um rapaz de dezoito anos.»

Etty Hillesum, Diário (excerto da contracapa)

 Na esperança de não voltarmos a sentir tais dores, os alunos do 12º D e do 12.º E  apresentam hoje, dia 27 de janeiro de 2022, excertos das leituras que fizeram. Envolveram-se e envolveram as famílias.















Auschwitz O passado inumano que o presente tem obrigação de não esquecer

 


 

Assinalam-se hoje os 77 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz.
Este campo de concentração é o sétimo e o maior de todos os campos de concentração e também o que está mais associado ao extermínio dos judeus pelo regime nazi.

Os horrores de um extermínio não podem NUNCA ser ESQUECIDOS, por mais que o tempo passe.

 A ausência de humanidade dos atos cometidos deverão envergonhar-nos para sempre e essa vergonha deverá impedir o ser humano de voltar a deixar de ter alma, em nome de ideais de supremacia que apenas revelaram a pequenez que o Homem pode revelar.

77 anos depois, recordemos que quando os soldados soviéticos entraram em Auschwitz, a 27 de janeiro , encontraram um local onde foram mortas 1,5 MILHÕES DE PESSOAS.

77 anos depois, recordemos o dia que deu início ao fim do pesadelo da humanidade e lutemos para que a libertação nos ilumine a caminhada, SEMPRE.

77 anos depois, o nosso colega, Manuel Sousa, recorda sentida e poeticamente os horrores da opressão, do sofrimento, da humilhação, do desespero, do massacre até à morte.

 



Rosa Martins

Lurdes Silva

 

 

Pavilhão X

 

Mãe

tenho frio

as janelas do pavilhão

estão baças

o gelo cobre a terra

as pegadas sobre o gelo duro

têm salpicos de sangue

 

Mãe

a roupa cola-me ao corpo

os cheiros imundos

o pano que foi branco e azul

é uma mancha suja e desbotada

 

Mãe

os dentes dos cães e dos soldados são tão brancos

os meus estão podres

já não doem

tenho tanto medo dos cães

 

Mãe

vi a minha cara refletida na charca

já não é o meu rosto

roubaram-mo

ficou esta sombra de mim

um despojo gasto.


 Mãe

que fiz eu

não me lembro de nada

e puseram-me esta estrela

marcaram-me

agora os soldados de botas pretas

empurram-me com as baionetas

 

Mãe

Joshua entrou no pavilhão ao fundo

gemiam os violinos nos altifalantes

reconheci alguns sons

o meu amigo não saiu do pavilhão

ninguém saiu

O fumo subiu no ar e um cheiro intenso

veio pelas grades das janelas.

 

Mãe

diz-me

que isto foi só um pesadelo

e que os prados do mundo estão floridos

e que as crianças brincam animadas no parque

 

Mãe

há um silêncio tão fundo

as imagens reais agridem-me

dói-me tudo isto

mãe.

 

 

Manuel Sousa (2022)


segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Momento de poesia


 Tu

 


O teu olhar

É como o brilho do luar

Na escuridão reluz

E me seduz

 

O teu toque

É como o vento

Desliza

E arrepio no momento

 

O teu beijo

É como um mar profundo

Repleto de desejo

E nele me afundo

 

A tua presença

É como o sabor a menta

Fresco e renovador

Que tira toda a minha dor.

                         Daniela Baptista, 12C

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Pela Póvoa sob o olhar de Cesário (cont.)



 Continuamos a passear pela Póvoa sob o olhar de Cesário e acompanhados pelas alunas, Ariadne Vieira, Beatriz Fernandes, Sabrina Rodrigues do 12.ºE (Professora Lurdes Silva).


Ao Princípio da Tarde

 

Três horas da tarde, o sol está luminoso,

saio de casa.

Como é saudável ter a natureza a nosso favor…

Eu subo a encosta,

sem muita pressa,

admirando tudo ao meu redor:

a floresta, o castro de Lanhoso e os caminhos de pedra …,

mais acima, a igreja da Nossa Sra. do Pilar e o Castelo, conferindo maior grandeza ao já

grande monólito em que assentam.

Recordo a história do meu concelho e o seu brilho.


Ao Fim da Tarde



 A rua escureceu mais cedo.

Veio com o frio e o vento.

E durante o regresso a casa

Sobressaem as árvores amareladas e alaranjadas -

Uma paisagem típica de outono!

 

A presença de diálogos também se fazia sentir

assim como os passos de pessoas

determinadas a voltar para casa

que se misturava com o ruído dos automóveis.

 

Do outro lado, os restaurantes iluminavam-se enquanto as lojas se apagavam.

Assim, mais um dia se esvaía para dar abertura a mais uma noite...



À Noite




À noite

Findo o pôr-do-sol,

as primeiras estrelas nascem.

Com um brilho tímido

e uma beleza digna de realce.

Estas horas convidam-nos

a vaguear pela vila.

 

Em poucos passos sobe-se a rua

Bancos vazios, um céu estrelado

Os cafés, com pouca luz e pouco público,

É a paisagem que se pode usufruir.

 

A alguns passos ecoa o som da água

- é o riacho que atravessa a vila

que anuncia o fim do meu percurso.



segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Pela Póvoa com Cesário.

 Pela Póvoa com Cesário... pelos alunos do 12.ºE, com a colaboração da professora de Português, Maria de Lurdes.




domingo, 9 de janeiro de 2022

The LINE GAME activity in the English class - 11.ºB

 

The Line Game is a very important scene in the movie “Freedom Writers”.

This game was used by Erin Gruwell, the English teacher of room 203, in order to show the students that their similarities were so much more important than what made them different. They were all problematic teenagers, with tough lives and an unpredictable future.

Because the Line Game is one of the most important and touching scenes of the movie we replicated it in our English class. It was a very interesting activity and, being a different activity from those we usually do in our classes, it marked us in a very positive way.

 The Line Game was a great opportunity to become more familiar with our class and for the students to learn about each other in a non-threatening, and interactive way.

 It also made us reflect and realize that although our lives are not perfect, we are very privileged teenagers because we have access to many things that other teens of our age don’t have, such as a good education and a warm house in the winter.

 Playing this game was a great way to finish the study of the movie “Freedom Writers”, not only because it meant a lot for us but also because it was an opportunity to learn more English vocabulary in a funny and interesting way.

 

Nádia Silva nº11

Renata Sousa nº13

English 11B


*****



In the last week of the first term the students from class 11B performed an activity called “The Line Game”. We did it in the English class and it was based on the movie “The Freedom Writers”, on which we were “working”, after being watched in the previous classes. However, there was a difference between the scene of the game in the film and ours: the one asking the questions. In the film, it was the teacher who wrote them and then asked them to the students. In our class, each of us wrote some questions to ask the class and, afterwards, each one stood up to the line if the answer was “yes” and stayed out of the line if the answer was “no”.

The goal was, besides getting the class to reflect on what was asked, to have a more dynamic and fun class.

This game is really great because, in a way, we also get to know the reality of each of us better.

 

Beatriz Antunes no.2

Margarida Silva no. 8

11B English 2021/2022