terça-feira, 17 de março de 2020

Dia do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais

No âmbito do Dia do Departamento [de Matemática e Ciências Experimentais], tivemos a oportunidade de conhecer quatro personalidades ligadas às questões ambientais, entre as quais o Professor, Doutor, Diamantino Ínsua Pereira, do Departamento de Ciências da Terra, da Universidade do Minho. Ouvi-o atentamente e não pude deixar de reparar e refletir sobre a sua posição relativamente aos impactes ambientais causados pelo uso excessivo de recursos naturais. O Professor Diamantino quis deixar assente o facto de que a população mundial é imensa e tende a aumentar cada vez mais, o que provocará um défice de recursos para satisfazer as necessidades de todos. Deixou também claro que não defende a abolição do plástico, algo que a início me espantou. Afinal, se para ser produzido é utilizado petróleo, uma matéria-prima de elevado custo de exploração e, muitas vezes, envolvida em acidentes que poluem, por exemplo, oceanos, prejudicando o habitat de muitas espécies marítimas, como pode o Professor, Doutor Diamantino defender a sua utilização? Mas, como dizia Fernando Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, e, então, com a explicação do seu ponto de vista entendi-o e concordei imediatamente.
De que nos vale agora decidirmos ser todos ecológicos e gastar fortunas em carros que funcionam a energia renovável se o nosso automóvel, que requereu imensos recursos, mão de obra e dinheiro para ser construído, ainda tem um longo tempo de vida? Da mesma forma, não faz sentido deixar de usar plástico se neste momento existem, já produzidos e sem volta atrás, milhões de produtos com este polímero na sua constituição. Deste modo, estaríamos a “remendar” um problema, talvez da forma mais fácil e rápida, invés de o solucionar da forma mais racional e eficaz, através da reutilização dos produtos já existentes, bem como a redução ou supressão da produção dos mesmos e, por fim, proceder à sua reciclagem.
Todo este assunto fez-me relembrar um poema pertencente à obra “Mensagem”, lecionado em aula: “O Quinto Império”. Neste poema é abordada a ideia da felicidade patente nos conformistas, que deixa o “eu” poético devastado, pois caracteriza este comportamento como falta de ousadia, de vontade e de sonho, algo que faz a sociedade estagnar, contentando-se com o que tem para si e para a sua “aparente” felicidade e nunca perseguindo algo maior que abarque o melhor para a Humanidade e, consequentemente, não evoluindo. Também aqui consegui ver um ponto de contacto com a perspetiva defendida pelo Professor quando afirmava que parar de utilizar plástico não é, de todo, solução.
Assim, quem vive por viver, sem sonhos ou esperança num futuro melhor, unicamente “porque a vida dura”, nada trará de positivo para contribuir para uma mudança global, para um mundo mais verde, mais vivo. Para efetivamente vermos mudanças, evolução, não podemos tomar atitudes conformistas, ou deixar que façam outras pessoas o que deveríamos nós fazer. Como no poema em questão relata, devemos abrir espaço dentro de nós para sonhar e sair da nossa zona de conforto, tomar iniciativa, marcar uma posição, partindo para a ação e não ficar de braços cruzados perante um mundo que grita todos os dias pela nossa ajuda. Devemos sempre sonhar: “Sonhar é estar acordado por dentro.”, e acreditar que com esforço e colaboração em massa, podemos ajudar a nossa “casa” a ficar limpa e saudável para gerações futuras. Lutemos por nós, pois mais ninguém o fará. Afinal, como foi dito: “Uma geração vai, uma geração vem, mas a Terra sempre permanece.”

Selma Ferreira, 12.ºB                

     “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”
Estes versos do poema “O INFANTE”, da obra “Mensagem”, de Fernando Pessoa relacionam-se, em nossa opinião, com uma das maiores lutas da Humanidade, as alterações climáticas. Nós, enquanto cidadãos do mundo, devemos ser os impulsionadores da mudança para termos um futuro melhor, assim como o Infante foi o impulsionador dos descobrimentos na ânsia de um mundo maior/melhor.
A palestra serviu para nos sensibilizar relativamente à sociedade consumista em que estamos inseridos, aconselhando-nos a seguir caminhos mais “amigos do ambiente”, sob pena de um dia não termos “solo” para trilhar o caminho.

Bebiana Salgado, 12.ºC
Francisco Oliveira, 12.ºC
Daniel Teixeira, 12.ºC
Ernesto Pereira, 12.ºC
Leandro Gonçalves, 12.ºC

"Aquecer em lume brando. Até quando?"

 O aquecimento global foi tema da apresentação da Professora Doutora Celestina Ançã e do Professor Doutor Diamantino Ínsua Pereira.
Pela exposição do professor doutor Diamantino Pereira tomámos conhecimento que ao longo da história da Terra é natural haver picos de temperatura, o que não é natural é que sejam tão frequentes. Nós, população do século XXI, assustados por vivermos tantas catástrofes “ambientais” por vezes, achamos que mudanças extremas são a salvação do nosso planeta. Porém, pelo que percebemos da exposição do Geólogo presente, Doutor Diamantino, não é bem assim... Por exemplo, mudar de um carro a gasóleo/gasolina para um carro elétrico só será viável e sustentável se for mesmo necessária a sua substituição. Caso contrário, só estaremos a gastar recursos inutilmente.
            Como tivemos a oportunidade de ver, quando estudámos, a obra "Mensagem", de Fernando Pessoa, muito particularmente o poema “D. Dinis”, as árvores que o monarca mandara plantar constituíram a matéria prima para construir as naus que nos levaram à Índia e nos conduziram ao progresso. Assim o façamos hoje. Aprendamos a reutilizar e a poupar os recursos naturais, só dessa forma conseguiremos evoluir. Impera termos em atenção que os recursos não são inesgotáveis.
            Por outro lado, a Bióloga, Doutora Celestina Ançã alertou-nos para as medidas que podemos tomar e que uma simples ação pode fazer muita diferença. Tentou demonstrar-nos que, por vezes, muitos de nós não fazemos o suficiente. Alertou-nos para as nossas opções, enquanto consumidores - não sejamos consumistas desenfreados, mas consumidores atentos e responsáveis – esta pode ser a mudança. Autoquestionando-nos  sobre  a real necessidade do que queremos adquirir para não o fazermos levianamente e acabarmos por comprar o que não necessitamos ou que que é substituível por outro produto com menos custos para o ambiente.
"Terá a Terra consciência das pedras e plantas que tem?", perguntava Caeiro num dos seus poemas. Questionemo-nos também. Só assim despertaremos para o "lume brando" que nos está a queimar aos poucos.

Bruna Pereira 12ºB Nº4
Inês Lopes 12ºB Nº8
Mónica Silva 12ºB Nº13
Renata Tinoco 12ºB Nº14
Sofia Chen 12ºB Nº18

 Artigo de opinião

Ambiente fechado, barulhento de início e algo cansativo quando a doutora Celestina Ançã começa a sua “conferência”, apelando, de início, aos espectadores o que despertou na plateia uma obrigação educacional de gerir os seus impulsos perante uma atividade algo diferente do dia a dia. Fez-se silêncio no conjunto presente. Agora tudo estava atento ou, pelo menos, a “olhar para a frente” consciente da sua obrigação enquanto alunos.
  Clima, poluição, comportamentos humanos… Tudo estava interligado no discurso, novidades e informações básicas preencheram a maioria da exposição.
Disperso por momentos. A quantidade repetitiva e excessiva de informação ali veiculada e já ouvida em vários meios de comunicação social e outros levou-me para “fora do auditório”.
Seguiu-se o professor, doutor Diamantino Ínsula Pereira. A partir do estudo das rochas, da sua influência na vida social e o impacte que a sua exploração tinha na vida humana, desde a exploração infantil à escassez de recursos. De início, a exposição foi produtiva, mas como se alongou, foi difícil conseguir reter toda a informação.
  A palestra terminou com uma breve apreciação crítica por parte do doutor José Paulo Silva a propósito da linguagem jornalística “ao serviço da ciência “. Apesar do cansaço consegui perceber que a imprensa nem sempre tem jornalistas nem “espaço nos jornais” para apresentar informação científica.

João Pedro Rodrigues, 12.ºB

Convergência entre a preservação do ambiente e os ideais do universo heteronímico de Pessoa

 O Professor, Doutor, Diamantino Ínsua Pereira, ao longo da sua exposição defendeu a moderação do uso das tecnologias, nomeadamente dos telemóveis e dos automóveis. Filosofia de vida impensável para Álvaro de Campos, na sua fase futurista! A perspetiva do heterónimo pessoano, que possuía um amor pelas máquinas, pelas novas tecnologias e por tudo o que o conduzia ao progresso, levava-o a acreditar que era através das máquinas que a sociedade evoluiria.
 Mas à medida que o discurso do nosso palestrante emergia a filosofia de vida de outro heterónimo pessoano surgia. Agora era a vez de Ricardo Reis visto que a defesa da moderação do consumo, em vertentes como a tecnologia e até mesmo a alimentação tendiam para os princípios epicuristas defendidos por Ricardo Reis.
 Perante os conselhos dados, lembramos os versos de Caeiro:” O que é preciso é ser-se natural e calmo/Na felicidade ou na infelicidade, /Sentir como quem olha, / Pensar como quem anda,”. Ideais de Alberto Caeiro, em “O guardador de rebanhos", visto dever ser o propósito de todos nós defender a natureza e o ambiente para que possamos viver com a “naturalidade” que devemos/merecemos.
 Disse-nos também o Professor que seria uma medida de bom senso, não se utilizarem automóveis dentro de uma cidade, por isso, lembramos Bernardo Soares e Cesário Verde e sonhamos o deambular/andar pela cidade, o que  nos permitiria ver o que nos rodeia com "outros olhos".

José Afonso Maior, 12.ºC
João Oliveira, 12.ºC
Marco Silva, 12.ºC
Rafael Peixoto, 12.ºA

A moderação de Ricardo Reis
                A filosofia de Ricardo Reis leva-nos a pensar no constante, na vida vivida na tranquilidade sem grandes “picos” de emoções, para não ter que sofrer ou lidar com as consequências. No poema “Vem sentar-te comigo, Lídia” começa por pedir para enlaçarem as mãos para poder saborear um pouco o momento “Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. / (Enlacemos as mãos)” (versos 3 e 4). “Depois pensemos, crianças adultas, que a vida/ Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,” (versos 5 e 6) “Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos” (verso 9). Apercebemo-nos do carpe diem, ou seja, o acolher o dia com tranquilidade e sem perturbação, “Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio” (verso 10), aprender a viver com moderação “ Amemo-nos com tranquilidade, pensando que podíamos,/ Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e caricias,/ Mas mais vale estarmos ao pé um do outro/ Ouvindo correr o rio e vendo-o.” (versos 17 a 20). Constatamos ao longo do poema da procura de uma felicidade relativa, “E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, / Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. / Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim- à beira-rio, / Pagã triste e com flores no regaço.” (versos 29 a 32) mas também a fuga às sensações extremas (a dor).
                Ao contrário de Ricardo Reis nós pensamos que em vez de nos mantermos no constante devemos ambicionar ter mais e não nos contentarmos apenas com o que temos
. Tal como a Doutora Celestina Ançã nos referiu devemos ambicionar mais para podermos fazer algo que ajude o ambiente, não devemos, por isso, acomodarmo-nos. Assim, ter uma atitude assertiva perante a vida e enquanto consumidores saibamos respeitar a casa (o nosso planeta terra) que é de todos. Associemos ao "colher o dia” o “colher/aproveitar o ambiente” e assim vivamos o momento e usufruamos da natureza aproveitando os prazeres que ela nos oferece sem cairmos no exagero de a destruir, “tirando-lhe” mais do que o que ela nos pode dar.
                “Vivamos a fazer de cada dia o melhor, mas com moderação”
Trabalho realizado por:
Ana Carvalho, 12.ºC
André Azevedo, 12.ºC
Diogo Ferreira, 12.ºC
Diogo Silva, 12.ºC

Um percurso, um pensar…
                Saio da porta da minha casa e deparo-me, com amargura, com uma enorme fila de carros e autocarros. Uma buzinadela aqui, um “Sai da estrada, ó burro!”, acolá, mas o mais perturbador é o cheiro tóxico a gasolina que paira no ar.
- É engraçado que há alguns anos atrás jogava aqui à bola com uns colegas meus da escola.
Caminhando pela baixa sinto-me um pequeno parasita rodeado por muros de betão e cimento. Pergunto-me se já escrevi num papel feito pelos carvalhos a que trepava e me escondia para não ir à escola.
Passo pela minha antiga escola a cair aos poucos. Junto a ela ainda se encontra um pequeno lago mas a água agora é turva, recheada de garrafas e copos do McDonald´s.
Ao longe, também a vista se transformou. Há fábricas com grandes chaminés que lançam fumo das oito horas da manhã até às sete da tarde, todos os dias exceto no dia de Natal e de Ano-Novo.
Bruscamente paro. As pernas começam a balancear. Dentro do meu peito sinto uma revolta que me deixa sem fôlego. As lágrimas escorrem-me pelo rosto.
- Não! Não podemos viver assim! - gritava eu, no meio da rua.
As pessoas que passavam olhavam-me pelo canto do olho e aceleravam o passo.
Volto ao meu estado dito normal e apercebo-me de que pode já não haver esperança para este Mundo Poluído.
Recomeço a caminhar, “pseudo” indiferente.
João Frei, 12.ºB

Passear em Serralves ora com Cesário ora com Caeiro

Cesário Verde a percorrer o Treetop Walk no Parque de Serralves
Saio de casa. A beleza que me rodeia estonteia-me. A cada passo que dou, sinto que o meu olhar se fixa em cada folha, em cada galho, em cada árvore. Acabo por me sentar e ouvir a liberdade que a Natureza me transmite, liberdade com que sempre sonhei. Levanto-me e continuo, deambulando pelo jardim. Estranha sensação esta que me consome, “Não se ouvem aves; nem o choro duma nora! /Tomam por outra parte os viandantes;/ E o ferro e a pedra - que união sonora!”1. Continuo o percurso e a cidade lembra-me a liberdade que o campo me consegue transmitir. Deparo-me com um Vortex de metal que, no meio de toda aquela tranquilidade, se destaca e me prende. “Ah! Cheira-me o fogo, a sílex, a ferragem;/ Sabe-me a campo, a lenha, a agricultura”2. Que destino é o meu…?
Tomo outro rumo e sem rumo contemplo a grande biodiversidade que este lugar me reserva. A singularidade da Natureza equipara-se à singularidade do Homem. Os carvalhos, os sobreiros, as coníferas, os pinheiros, os bambus, os cedros e as sequoias, cada um mais distinto do outro tal como cada um de nós. Para sentir toda a pluralidade “Lavo, refresco, limpo os meus sentidos. / E tangem-me, excitados, sacudidos, /O tato, a vista, o ouvido, o gosto, o olfato!”.  
E absorvo com a alegria de quem “No campo; [acha] a musa que [o] anima”3 e cada passo que dou quando caminho à altura da copa das árvores, graças à construção do Treetop Walk no Parque da Fundação de Serralves, dá-me vida.
Então, lembro o que já diz Alberto Caeiro a meu respeito “Ele era um camponês/Que andava preso em liberdade pela cidade”.
E assim termino mais um dia, com um turbilhão de pensamentos que me consomem fruto de tudo que vi, ouvi, senti… em Serralves.

Leonor Costa, Juliana Gomes, Juliana Alves, Marta Ribeiro, Marta Castro, Hugo Gomes, Nuno Silva, Sofia Marques, Matilde Fernandes, Margarida Guimarães e Catarina Vieira – 12.º A 

2 ibidem
3 De Verão, O Livro de Cesário Verde

Pensar Caeiro no Treetop de Serralves
 Deambulando pela copa das árvores sinto-me em êxtase e com uma indomável vontade de escrever.
Sinto-me em paz. Inspiro-me nos recortes das folhas, no cheiro do eucalipto, no chilrear harmonioso do chapim real. Sinto-me tão grande como uma sequoia, tão delicado e sublime como um cisne. Ah, Serralves! Como me fazes sonhar… e “ [e]u não tenho filosofia: tenho sentidos…/ Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é/ Mas porque a amo, e amo-a por isso,/Porque quem ama nunca sabe o que ama/Nem por que ama, nem o que é amar.”
Enquanto percorro os trilhos avisto de longe um prado e revejo-me como o guardador de rebanhos: não guardo ovelhas, mas os meus pensamentos. Todos os meus pensamentos são sensações que afloram em mim quando estou com a Natureza.

Ana Rita Oliveira, Joana Marques, Marlene Carvalho, Sandra Freitas, 12.ºB

O Grito da Imaginação

«Sentir? Sinta quem lê!»
Fernando Pessoa, «Isto»
Sentir a arte? Sente quem vê.
Dois olhares de “O Grito da Imaginação”

Na passada segunda feira, dia dois de março, tivemos o privilégio de participar numa visita guiada a uma exposição da famosa pintora Paula Rego denominada “O Grito da Imaginação”.
Esta exposição é composta por quadros que definiram um novo paradigma na pintura Portuguesa contemporânea.
Paula Rego viveu na época salazarista. Um tempo sem liberdade. A valorização da mulher não era reconhecida. À mulher era concedido o “lar” (educar os filhos, cozinhar…).Paula Rego destacou-se na pintura por ter lutado contra esses ideais e ter continuado a elaborar pinturas que  incidem sobre a capacidade da arte, nomeadamente na sua vertente figurativa. Revelar universos onde a surpresa e o espanto se ancoram nos mais básicos e fundamentais anseios da sociedade contemporânea, do papel da mulher nesse universo e, por fim, da capacidade da arte questionar o quotidiano.
Deste modo, podemos relacionar a arte de expressão de Paula Rego com a poesia de Fernando Pessoa. A artista utilizou a arte da pintura para nos contar as suas histórias quotidianas, sendo conhecida como pintora de contos, bem como as sensações predominantes no seu dia a dia. Bernardo Soares, similarmente a Paula Rego, utilizou a escrita para nos mostrar o seu dia a dia na cidade de Lisboa, transmitindo-nos as sensações que o envolviam durante o seu percurso diário. Assim, como este semi-heterónimo tem como característica a poesia deambulatória, ousamos afirmar que a pintora Paula Rego teria a mesma característica referente à arte de pintar. Então, em modo de conclusão, a sua pintura é, não só aos olhos de quem a vê, mas de quem a entende, uma mistura e explosão de sensações.
Bárbara Fernandes, Beatriz Pereira, Débora Mariana Débora Sofia, Érica Gonçalves, Rodrigo Silva, Selma Ferreira, Tatiana Couto, Tiago Gonçalves, 12.ºB

Na visita de estudo a Serralves, tivemos o privilégio de apreciar a exposição “O grito da Imaginação” da pintora Paula Rego.
Um dos quadros que nos chamou mais a atenção foi a peça de pastel denominada “A Cinta” que retrata uma figura feminina, aparentemente desconfortável, com características masculinas que apelam à igualdade de género.
A pintora viveu numa época em que as mulheres eram extremadamente reprimidas e eram obrigadas a seguir os padrões da sociedade, como é evidente na aparente expressão de desconforto da figura no momento de vestir uma cinta.
Assim como no Modernismo, a obra da artista teve como objetivo a sátira e a consequente mudança do pensamento do corpo social.
Depois de uma reflexão coletiva percebemos que todas as pinturas têm um carácter subjetivo que nos permite dar asas à imaginação tais como os poemas de Fernando Pessoa. Ao percebermos isto percebemos como ver as obras de Paula Rego numa perspetiva diferente.
Ana Costa, Bruna Silva, Higino Silva, Inês Lima, João Gonçalves, Luana Borges, Renato Silva, Ricardo Pereira, Daniela Sousa, Ana Rita Araújo, Rafael Peixoto – 12.ºA

“Sobre a leitura”: Aprender a ler seguindo Proust

(…) Hoje tornou-se um desafio não só ler um livro, mas inclusive ler com atenção um artigo, um jornal. Apressamo-nos em direção à destruição do tempo e de muitas outras coisas. A rebelião contra este mundo precisa que as pessoas desacelerem, parem, assentem, e se perguntem: porquê no além, e não aqui, não agora?
In Pastoral da Cultura, de 22 de fevereiro de 2020

E como veem os nossos alunos a literatura?
São múltiplas as opiniões. Poderemos conhecê-las se conseguirmos “desacelerar, parar” e ler…

A literatura, por um lado, apresenta-se como cultura. O Homem é um ser que busca eternamente o conhecimento. Por isso, a aprendizagem de ideias novas, de abordagens diferentes está subjacente ao conhecimento. Não quero com isto dizer que temos de saber todos os poemas de Fernando Pessoa ou todas as passagens d’ “Os Lusíadas”. Nada disso! Somente ter consciência do que nos rodeia e do passado glorioso que conquistámos, para que sejamos alguém sabedor e culto.
Por outro lado, a literatura leva-nos à reflexão. No “Sermão de Santo António aos peixes”, critica-se os hábitos do ser humano ganancioso e corrupto, estando inerente quais os valores morais, políticos e sociais que devem ser levados a cabo. Além disso, “Os Lusíadas” denunciam a ousadia dos portugueses e os feitos gloriosos alcançados, transmitindo-nos força de vontade e determinação para atingir os nossos sonhos. Assim, quero dizer que tal como no passado, chegavam soberbas naus do alto mar, devemos igualmente desejar mais alto e não esperar que atraquem só botes nos nossos cais. Não! Temos que ter a capacidade de lutar contra as nossas adversidades e imaginar que vamos alcançar tudo a que nos propusermos.
Em suma, a literatura é crucial para o nosso desenvolvimento tanto cultural como moral.
Inês Vieira Lopes, 12.ºB

Para algumas pessoas a literatura é mais importante do que para outras mas, a verdade é que todos nós precisamos da literatura na nossa vida.
As pessoas que acham o contrário, talvez fossem mais felizes se escolhessem um género de literatura que lhes parecesse interessante e começassem a ler. Dentro da literatura, existem géneros de livros, textos, contos, bandas desenhadas, poesia para todos os gostos.
É importante que os adultos ajudem as crianças a escolher um género literário que elas gostem. Assim, as crianças passam a ganhar o “gosto pela leitura” e ler tornar-se-á um hábito para a vida.  Quando se torna um hábito para o ser humano ler, principalmente para as crianças, isso só terá benefícios. Tornamo-nos pessoas mais cultas, os erros na escrita diminuem, a nossa imaginação torna-se mais fértil, tomamos conhecimento de outras realidades.
No meu caso, tive a sorte de ter muita família que sempre me incentivou a ler e tenho a noção que isso me ajudou muito tanto na vida escolar como na vida pessoal. Deu-me a noção de realidades muito distintas e isso ajudou-me a conseguir perceber melhor os que me rodeiam e principalmente a dar mais valor ao que tenho.
Em modo de conclusão, não tenho muito mais a dizer se não que ler é essencial. Sejamos “frequentadores assíduos da literatura”.
Mónica Silva, 12.ºB
“A literatura é o nosso antídoto para a vida.”
Muitos perguntarão o porquê, qual a sua importância, para que serve… Talvez não tenham mesmo essa noção ou prefiram ignorar…
Para quem sabe um pouco de literatura, sabe o quão importante é e se torna no dia a dia de cada um. Enquanto estudante sinto que esse conhecimento adquirido ao longo de anos de estudo se veio a tornar numa peça fundamental para a pessoa que sou hoje.
Ter conhecimento dos autores, poetas de grandes livros com maior reconhecimento em Portugal e no mundo até, dá-me uma enorme satisfação, enriquece-me, tem, inevitavelmente, uma influência positiva em mim.
Deparo-me com diferentes teorias, modos de pensar, viver, agir, tudo aquilo que torna um escritor único e que lhe permite passar essa mesma característica para a sua obra, torná-la arrebatadora e, consequentemente, tenha exatamente esse impacto por parte do leitor.
Apercebi-me, com o passar do tempo, que estudar a literatura portuguesa é mais do que isso, é formar pessoas, é enriquecer-nos literariamente, é transformar-nos em pessoas cultas e capazes de criarmos a nossa própria identidade, por vezes, com a influência de algum poeta português.
“A literatura é o nosso antídoto para a vida.”
Marlene Carvalho, 12.ºB


Ler, escrever, falar, ouvir... Tudo isso constitui uma vantagem ao nível do desenvolvimento linguístico mas também da cultura e da formação de cada um de nós.

 A literatura não deve, ou melhor, não pode ser posta de parte nas nossas vidas. A literatura abre portas, a literatura alarga horizontes e consegue tirar o melhor de nós. Este antídoto maravilhoso que é a literatura consegue levar-nos a conhecer o mundo sem sairmos do nosso lugar de conforto, ou seja, através da leitura conseguimos conhecer locais e monumentos sem que realmente os estejamos a presenciar. Mas as vantagens não ficam por aqui... Através da literatura conseguimos aperfeiçoar a nossa fala e, se falarmos corretamente, conseguimos chegar a qualquer parte do mundo, seja perto ou longe, quer se fale português, inglês ou até mesmo mandarim. Cada país pode e deve ter o seu dialeto único, mas se há algo que deve ser universal é a capacidade de falar corretamente.

Na minha opinião, a literatura é uma mais-valia para as nossas vidas. Não é uma moda e muito menos algo passageiro. A literatura é algo que se deve valorizar e que nunca deixará de existir.

Em suma, finalizo dizendo que a literatura assume um papel importantíssimo e só devemos ficar gratos por este antídoto conseguir colocar o mundo nas nossas mãos, mundo esse que espera por nós.
Bárbara Fernandes, 12.ºB


Podemos ler ou simplesmente ignorar o que já está concretizado por alguém que leu, releu, estudou ou simplesmente desabafou com uma caneta, lápis ou marcador, algo que transparece o real ou o imaginário.

Cada obra exprime um sentimento, uma visão, um estar diferente que nos afeta à primeira impressão.

Pessoalmente, considero a verdadeira escrita imprescindível para o crescimento do ser. E devemos ler desde a banda-desenhada, livros de aventuras, policiais, romances até à poesia.
Sou incapaz de exigir a alguém que se interesse pela leitura formal, mas desaconselho a ignorância perante obras “ricas” que desafiam a inteligência do leitor.
(…)
João Pedro Couto Rodrigues, 12.ºB 

A literatura, ao contrário do que surge na mente de muitas pessoas ao contactar com esta palavra, é muito mais do que “ler”. A literatura engloba ler, escrever, analisar obras de poesia, prosa, contos, epopeias, fábulas…
Na minha opinião, a importância e o valor da literatura tem vindo a ser desclassificado à medida que o mundo “evolui”. Os jovens, pelo menos uma grande parte, pensam que ler, conhecer e estar informado acerca do mundo das letras não é assim tao importante. A cada dia que passa, deparo-me com a decadência do gosto de ler e escrever, de interpretar e estudar grandes obras literárias, de conhecer e reconhecer ideias de pessoas como Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Saramago…
Poderia dizer apenas que acho, mas eu tenho a certeza, ou seja, eu sei que é inquestionável o poder da literatura. A literatura é uma conexão entre o Homem, é uma permuta de ideias, um registo de conhecimentos, culturas, ideologias. Um bom leitor torna-se de imediato um melhor escritor e uma pessoa que esteja ligada à literatura, rodeada por ela, é, a meu ver, uma pessoa definitivamente mais rica, mais culta, mais informada, mais sábia, mais mente aberta. É uma pessoa que conhece e com conhecimento.
Assim, concluo que a literatura é de uma importância tão grande que deveria ser algo intrínseco a todos nós, independentemente da idade ou sexo, isto na minha perspetiva e com absoluta certeza que não é a única.
Selma Ferreira, 12.ºB

Nos nossos dias, de um modo geral, mas mais pela parte dos jovens, a literatura começa a ficar um pouco de lado, para segunda opção, o que está errado, pois a literatura é fundamental e imprescindível para o nosso conhecimento e para a nossa formação.
 Com a literatura aprendemos coisas novas, abrimos a nossa mente e vemos as coisas de outra forma, o que é bastante bom, pois com a literatura  apesar de vermos de certa forma a maneira de pensar e de escrever de um autor, também conseguimos aprender, algumas das vezes, coisas que envolvem a vertente histórica na qual está a ser narrada a história, por exemplo no livro “Memorial de Convento”, de José Saramago que ganhou o prémio Nobel da Literatura, temos uma vertente histórica, que fala de D.João V, e uma vertente cultural que se prende com o nunca devermos perder a esperança e que se tivermos vontade, devemos sempre batalhar para alcançar os nossos objetivos.
 A Literatura faz-nos crescer, ensina-nos a não desesperar “à primeira”, bem como a lidar com certos assuntos que, por vezes, também são abordados nos livros, permite-nos alargar o vocabulário e o conhecimento. E muitas vezes ajuda-nos a formular uma opinião concreta sobre algum tema da atualidade relacionado ou não com a literatura.
 Em modo de conclusão, posso afirmar convictamente que devemos ter sempre em nós um pouco de literatura, principalmente um pouco de Literatura Portuguesa, pois ela é como se fosse uma pequena “chama” dentro de nós, quanto mais usufruirmos da Literatura, maior vai ficando a “chama" dentro de nós e ficaremos mais iluminados.
Tiago Gonçalves, 12.ºB
               
                Literatura. Para muitos, sinónimo de problema, para outros, uma fonte de rendimento.
                É esta a visão que tenho para a palavra “Literatura”. Ou se ama ou se odeia. Não há, nem pode haver, um termo médio.
                No entanto, é com a prática que se começa a aprender a gostar.
                Não estou a dizer que nos devemos tornar todos escritores ou ler todos os livros só por ler. Não! Não é assim que as coisas funcionam, nem queria que assim fosse. Já imaginaram um mundo sem médicos ou polícias, apenas com escritores ou “gente ligada às letras”? E agora já imaginaram o contrário?
                Está mais do que comprovado que a prática de leitura e de escrita enriquece não só o nosso vocabulário como também, nos ajuda a tornar pessoas mais cultas e intelectuais.
                Para um aluno, o hábito de ler ou escrever não só o ajuda a ter melhores resultados ao nível da disciplina de Português, mas em todas as disciplinas.
                Para um adulto, que tem a sorte ou o azar de não necessitar de uma nota final para o seu futuro, a literatura tem igual importância como por exemplo a distinguir notícias verdadeiras ou, com as tendências do inglês, as “fake news”, ou seja, notícias com conteúdo falso.
                Assim, concluo que não custa nada ler nem que seja uma página por dia ou escrever uma página de diário a descrever o seu dia.
João Frei, 12.ºB

domingo, 8 de março de 2020

O escritor Tomás Sopas Bandeira...

            “Por detrás de uma linha de horizonte, poderá estar apenas mais uma linha, mas poderá estar também uma vida melhor!”.
            Será este o pensamento de alguém que foge do seu país à procura da felicidade?
            Foi com esta frase que o escritor Tomás Sopas Bandeira me cativou a ler o seu livro “Zahra”. Livro que retrata a vida de uma jovem rapariga do Saara Ocidental.
Apesar do objetivo da palestra ser uma forma de divulgar o seu trabalho, Tomás Bandeira preferiu mostrar uma realidade dura e cruel que não conhecemos, ou fingimos não conhecer, do povo saraui.
O seu desejo e vontade de ajudar o próximo espalharam-se por todo o auditório não deixando ninguém indiferente ao triste mundo em que vivemos.

João Frei, 12.ºB

A apresentação do livro "" Zahra"...

A apresentação do livro "" Zahra", não foi uma simples apresentação de um livro. Não foi de todo algo que me parecesse apenas uma "tentativa de vender livros".
            Ao longo dos anos a escola vai-nos proporcionando momentos como este. Devo confessar que, foi a primeira vez que não fiquei minimamente desiludida ao ouvir um escritor apresentar o seu livro. Tomás Bandeira não se limitou a falar sobre o seu livro, mostrou como ser uma pessoa culta nos ajuda a ser pessoas melhores. Ensinou-nos que é necessário olhar para o mundo exterior, para aquilo que nos rodeia e pensar no que se passa no mundo inteiro. É preciso ter a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, só assim poderemos formar um mundo melhor.
            Com este propósito, Tomás Bandeira contou a história que o levou e com que se deparou em Sahara Ocidental, onde foi voluntário. Após regressar, encontrou na escrita um refúgio para expressar tudo aquilo que sentia e, ainda bem pois assim todos teremos a oportunidade de ler esta obra que tão curiosa me deixou. 
            Este será, sem dúvida, um livro que marcará a minha vida. 

Mónica Silva, 12.ºB

Tomás Sopas Bandeira...

Tomás Sopas Bandeira, jovem médico e escritor, participou na passada terça-feira, numa palestra na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso.
Cada segundo gasto para ouvir as palavras sábias do autor foi tudo menos perdido. Ouvir os feitos de alguém tão jovem contados na primeira pessoa inspira qualquer aluno (ou até professor) que os oiça a ser melhor: melhor aluno, melhor profissional, melhor cidadão… Com esta apresentação aprendemos que com pouco podemos fazer muito e que apesar de os nossos atos parecerem uma gota de água num oceano têm uma enorme importância na sociedade. Ficamos também despertos para os problemas que nos rodeiam, especialmente o caso do Saara Ocidental: um país tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.
Em apenas uma hora, Tomás Sopas Bandeira transmitiu-nos conhecimento suficiente para começarmos a ver tudo aquilo que nos rodeia de um modo diferente, mais humilde e mais conscientemente.
Considero esta palestra uma “lufada de ar fresco” e um passo em frente na construção de uma nova geração de cidadãos conscientes e dispostos a fazer a diferença numa sociedade tão corrompida pela materialização das coisas.

Ana Rita da Silva Ramalho Oliveira, 12.ºB

14 de janeiro, 2020

A aula de Português foi no auditório com o convidado Tomás Sopas Bandeira.
(…)
Durante a apresentação, à qual dediquei toda a minha atenção, pude refletir sobre o que eu acho normal e sobre o que eu tenho, e que noutros países é extremamente raro ou inexistente. Pude refletir sobre situações que eu não sabia que ainda existiam, tão perto de Portugal. Senti a injustiça, a falta de liberdade de sonhar destas pessoas, talvez até o desespero por saberem que a vida será sempre só isto – o hoje é igual ao dia de ontem e ao de amanhã. Mas, o que é certo é que nunca perdem a esperança, e tal como Tomás Bandeira disse, a linha do horizonte pode afastar-se três passos assim que nós damos três passos, mas essas pessoas têm algo chamado esperança, algo extremamente importante, e não desistem. Para elas o importante é perseguir os sonhos, mesmo que não consigamos ver progressos. A força de vontade é tudo.
            Gostava de concluir, dizendo que adorei cada minuto da apresentação. Foi com certeza um tempo muito bem gasto e, sem dúvida, todos saímos de lá e voltámos a casa, mais ricos.

Selma Ferreira, 12.º B

O autor e médico Tomás Sopas Bandeira...

O autor e médico Tomás Sopas Bandeira fez uma breve apresentação do seu livro Zahra. Apresentou vários mapas, um vídeo e traçou o seu percurso desde o México ao Saara Ocidental.
                A apresentação captou a atenção de todos visto que o tema é atual, mas algo que também ajudou foi a interação do autor com a audiência, a recomendação de livros, filmes sobre a migração para toda a gente conhecer o comboio “A Besta” que é um meio de transporte para mexicanos irem para os Estados Unidos da América. O vídeo que nos mostrou sobre a herança familiar das pessoas fez-nos refletir um pouco sobre os nossos antepassados, se somos aquilo que realmente achamos que somos e que sem sabermos podemos estar na mesma sala que um familiar nosso.
                A história de como conheceu o Saara Ocidental e o interesse que demonstrou por um “país que se encontra mais perto de Portugal do que Paris”, tal como o autor referiu, alertou-nos do quão pouco sabemos do que se passa “lá fora”, e que com força de vontade podemos ajudar quem realmente necessita e sonha “sair de um ciclo repetitivo que é viver numa prisão a céu aberto”, como Tomás Sopas apontou.
                Um fator a considerar foi a sua boa disposição, a sua honestidade e disponibilidade para responder às questões dos nossos colegas tendo em conta que não lemos o seu livro.
Sofia Barroso Marques, 12.ºA

“Zahra” e os seus antecedentes

Revelado no auditório por Tomás Sopas Bandeira, pois não considerei uma apresentação, mas sim uma magnífica explicitação do prazer de viver e ajudar os designados “nossos irmãos” a quem poucos são os que “ligam” ou sabem do seu parentesco.
  Num ambiente fechado consegui respirar algum ar fresco pela objetividade e sequência com que a palestra foi introduzida pelo autor ou todos os restantes intervenientes, apresentando um “timing” exemplar de acordo com o conteúdo disposto para análise.
  O sonho e a realidade opunham-se entre as suas explicações. A comunidade que sonhava a observar o horizonte ,sem saber o destino de tal linha, e o próprio que conhecia tais destinos iam opondo, de certa forma, uma ignorância justificada a alguém que por vontade decidiu rumar ao desconhecido.
  Por fim, explicou o sentido do título. “Zahra” representa uma obra marcada pelos seus antecedentes. Muito para além de uma breve introdução ao livro, a exposição ficou marcada pelo porquê da sua existência e edição.

João Pedro Couto Rodrigues. 12.º B 

O autor do livro “Zahra” esteve presente na nossa escola...

 O autor do livro “Zahra” esteve presente na nossa escola, no dia catorze de janeiro, no sentido de nos dar a conhecer a sua primeira obra.
Tomás Bandeira começou por falar da importância da intercultura e das migrações. Acompanhado sempre de imagens e fomentando interações, o autor permitiu que nós, alunos, estivéssemos muito interessados e expectantes. Para além disso, Tomás Bandeira contou-nos algumas das suas experiências pessoais, como ter prestado assistência médica em vários países. Este lado realista, a meu ver, cativou-nos ainda mais.
Por fim, o autor falou-nos um pouco da história do seu livro de forma bastante verdadeira e sucinta, que fez com que alguns de nós comprassem a sua primeira obra.
Considero que, depois daqueles curtos cinquenta minutos, ficamos com os nossos horizontes muito mais alargados e igualmente atentos para o mundo que nos rodeia.

 Inês Vieira Lopes, 12.ºB

Zahra, o livro de Tomás Sopas Bandeira...

Zahra, o livro de Tomás Sopas Bandeira, que levou um pouco da sua história e a do livro até nós.
                A meu ver, a forma como a apresentação foi feita foi muito bem conseguida. O autor começou por contextualizar o que o levou a escrever o livro, o que se torna mais interessante do que estar apenas a falar sobre o livro. Fez a sua própria definição de Interculturalidade (são as pessoas e as línguas que vivem num só mundo!). Zahra vem do árabe, e significa flor e o escritor acrescentou que não há flores no deserto, mas há, uma frase que me deixou a pensar bastante.
                No fim da sua apresentação puseram-se algumas questões, que considero terem sido bem respondidas, na medida em que o autor soube responder sem muitos rodeios e deixou-nos as respostas claras. Entre elas, o porquê de acrescentar alguma poesia ao livro. A sua resposta foi que o livro seria muito externo sem ela, e, para além disso, a poesia é uma tradição oral dos povos nómadas (que o mesmo teve oportunidade de conhecer). Cada poema é uma história… e o dromedário? um transporte de histórias. Tomás demonstrou-nos também que ainda se lembrava de ter lido Memorial do Convento ao ser feita uma pergunta de comparação do seu livro com Memorial, se era uma história de amor: o seu livro demonstra um amor entre mãe e filho.
                A forma como respondeu a todas as perguntas e como estava recetivo a ouvi-las deixou-nos, sob o meu ponto de vista, à vontade para pormos qualquer questão que tivéssemos.
                Acho que esta palestra teve um impacto bastante positivo sobre todos nós, por abordar vários temas como a interculturalidade, a importância de ajudarmos o próximo e percebermos que a nossa realidade não é a mesma que a de outros povos, infelizmente.

 Marta Ribeiro,12.ºA

Texto de opinião sobre Palestra do dia 14 de Janeiro

            A Interculturalidade e migração eram os temas  que não esperava ouvir na palestra de Tomás Bandeira, autor de Zahra, isto porque fui assistir à palestra com a ideia de que seria apenas um apresentação e divulgação do seu livro.
            A palestra foi realizada de forma muito intuitiva, os temas abordados foram bem explicados e a sua importância magistralmente estabelecida, com tudo muito bem fundamentado. Tal fundamentação resulta, no caso de Tomás Bandeira, da sua experiência pois, como médico, ele já tivera trabalhado e feito voluntariado em diversos países, tendo assim vivenciado as situações apontadas.
            Apesar de diversos países terem sido citados, o autor destacou o caso do “Conflito do Sahara Ocidental”, onde as populações se veem obrigadas a viver, segundo o autor, numa situação claustrofóbica. Acredito que este tema tenha sido destacado não apenas pela sua importância, mas também para, apesar de não ser totalmente uma apresentação de Zahra, o autor poder introduzir a sua obra, visto que a história da sua narrativa ocorre na situação descrita.
            Apesar de, como já referido, o conflito do Sahara Ocidental ter sido em parte usado para introdução de Zahra, pude ficar a conhecer uma situação que até ao instante desconhecia completamente. Após a introdução este tema, Tomás Bandeira mostrou-nos imagens de como era a vida dos refugiados sarauis, desde as limitações de recursos até ao isolamento do campo de refugiados, fazendo-me sentir, mesmo sem estar na situação descrita, como se estivesse numa caixa, criando em mim, mesmo que por instantes, um medo claustrofóbico.
            Após a palestra, reparei que apesar das minhas dificuldades no dia-a-dia, tenho sorte em estar na minha posição. Refleti que existem por todo o mundo pessoas a tentar mudar as suas condições de vida, as quais são um inferno comparadas com as minhas, havendo casos de pessoas que mesmo que queiram mudar de vida não podem.
            Concluo que esta palestra foi um sucesso, pois levei questões e opiniões para fora do auditório e refleti sobre as mesmas, assim como Tomás Bandeira disse que pretendia.
João Machado Gonçalves, 12.ºA

Apreciação Crítica sobre a apresentação do livro “Zahra”

O ir para a escola pode parecer-nos algo aborrecido, mas o que importa é que cada vez que saímos, nos sintamos pessoas diferentes quer a nível intelectual, quer a nível moral. Foi isso mesmo que senti hoje, com a vinda do escritor e médico Tomás Bandeira à nossa escola, para apresentar o seu novo livro “Zahra”.
 A ideia com que entrei para a apresentação do livro foi “ok! mais uma apresentação de um livro!”, contudo, a ideia com que saí foi totalmente diferente.
Um dos aspetos mais curiosos, foi o facto de o escritor não estar presente só para divulgar o seu livro e nos convencer a lê-lo e a comprá-lo, mas sim estar na nossa escola, para nos fazer ver certas questões que se passam no mundo em que vivemos e muitas vezes nos passam despercebidas, apelar ao nosso sentido solidário, humanitário, fazer-nos refletir no facto de nem todos pensarmos da mesma forma e nessas situações devemos colocar-nos na pela da outra pessoa, porque essa pessoa pode não estar errada e demonstrou-nos ainda que nós não temos 100% de certezas de onde são as nossas origens e podemos ter tanto em comum com aquela pessoa que nós menos gostamos. Ou seja, acho que esteve mais preocupado em transmitir-nos o seu lado humanitário, num ser todo ele solidário, o que tornou um momento muito agradável e inspirador e, sem dúvida, fez com que nos tornássemos melhores pessoas, pelo menos com novas perspetivas e horizontes. Em relação ao livro, foi pouco o tempo que falou nele, mas que sem dúvida despertou-nos o interesse para a sua leitura, da forma como resumiu a história, pois quando está num livro a história que muitas vezes acontece na realidade, torna-o ainda mais cativante.
O único aspeto que eu considero que foi negativo, foi em relação ao tempo, pois esse foi pouco!
Em suma, considero que foi uma atividade que não deixou ninguém indiferente e para mais tarde recordar.
Renata Tinoco, 12.ºB



(…)
A junção de vários gostos, não é impossível. No caso de Tomás Sopas Bandeira houve a paixão por viajar e ajudar as pessoas, o desafio da escrita e o gosto pela medicina. Mostrou-nos que apesar das realidades serem, por vezes difíceis, aos olhos de várias pessoas, não são impossíveis de praticar.
As suas palavras e a sua experiência foram um grande exemplo para nós, jovens estudantes.

Érica, 12.ºB


(…)
Foi uma apresentação que nunca vou esquecer e que foi bastante além das minhas expectativas, pois pensei que iria ser mais uma apresentação de um livro como outra qualquer. Em vez disso, foi muito melhor.
Bruna Silva 12.º A

quinta-feira, 5 de março de 2020

Textos de alunos [temas diversos]

É facto que a literatura é algo de controverso hoje em dia. Há uma minoria de pessoas que realmente se interessam pela leitura e se apercebem de todas as vantagens que isso acarreta.
No meu ponto de vista, a literatura é o nosso «antídoto para a vida». Posso – e certamente que sou – suspeita nesta afirmação, uma vez que uma das atividades que amo na vida é ler. Eu sinto que pode ser uma terapia ou, neste caso, a minha, por ser algo a que recorro quando me sinto mal, perdida, com necessidade de me animar ou mesmo por mero entretenimento ou diversão.
Sim, ler é divertido!
No entanto, não só é divertido como é uma fonte de conhecimento, de autodescoberta e, simultaneamente, uma forma de melhorar a nossa escrita. Alguém que escreve bem é alguém com quem as pessoas gostarão de falar. Alguém que apresentará sempre opiniões e argumentos sólidos com quem poderemos debater assuntos por horas e horas. A literatura aproxima pessoas. Cada um de nós encontra o seu refúgio em diversos lugares. O meu é dentro de um livro onde estou sozinha com as personagens que me fascinam. Mergulho dentro da história e já não sou eu, já não trago comigo as minhas lembranças, fardos e problemas. Passo a ser a personagem principal daquele livro ou outra qualquer com quem mais me identifico. Sinto o que sente e, frequentemente, desejo mudar o rumo da história como se fosse a minha vida, perdendo-me completamente nela!
Apesar de, então, muita gente não gostar de ler, considero que a literatura é algo que nos faz falta a todos. A literatura faz-nos crescer, amadurecer e abre-nos a mente rumo a outros sonhos…
                                                                                              Helena Rocha nº11   12ºF

A literatura é considerada «um antídoto para a vida», remédio de possível utilização ao combate dos problemas que no quotidiano do ser humano vão surgindo. Os livros são aquela companhia já bastante antiga, sendo que em momentos de aborrecimento, na escola ou até mesmo por paixão literária estes ocupam o tempo de quem dedicar algum do seu tempo no prazer da leitura.
A literatura está inevitavelmente presente em algumas fases da nossa vida, seja por obrigação ou de forma voluntária. Na escola, por exemplo, o contacto com a literatura é incontornável, visto que esta é a base de uma das nossas disciplinas primárias, o português. Na minha opinião, esse pode ser logo o primeiro fator que demonstre a importância da literatura, o seu papel na sua instrução. A literatura proporciona cultura, (…) afasta-nos dos aparelhos tecnológicos, ainda que por meros momentos. De facto, isso também é importante, experimentar ou recordar, cansar a vista com papel de verdade, mais grosso ou mais fino, que suja as mãos se demasiado folheado, largando assim os ecrãs que se limitam em sugar a sanidade mental sem que os seus utilizadores se deem conta do que lhes acontece.
Acredito vivamente que a literatura tem um papel fulcral no combate à dependência tecnológica exacerbada, que ela nos permite respirar, ver e sentir de outra forma. Apenas temos de nos deixar aliciar, tentar…
                                                                              Cláudio Duarte, nº8, 12º F

A literatura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano, já que é o alicerce primordial na formação e desenvolvimento de qualquer ser humano.
Na minha opinião a literatura é algo muito importante na nossa vida, ela ajuda-nos a adquirir conhecimento, a desenvolver as nossas capacidades mentais e a evoluir enquanto pessoas íntegras. Começamos logo de pequeninos aprendendo a ler e a escrever, todavia com o passar dos anos perdemos o interesse. Contudo acredito que deveria ser o contrário, pois, hoje em dia há uma variedade gigantesca de estilos literários, podendo assim optar e escolher a obra que mais nos alicia naquele preciso momento da nossa vida.
Permite-nos perceber o que acontecia no passado, ter acesso a histórias verídicas, descortinar factos científicos ou viajar pelo mundo fabuloso da imaginação. Mais ainda, não são permitidas desculpas no que ao peso dos livros diz respeito ou ao espaço que ocupam: é só pegar nesse mesmo aparelho eletrónico onde todos jogam e conversam virtualmente para ter acesso a livros digitais!
 A literatura ensina-nos a crescer enquanto seres humanos e a viver em sociedade, despertando em nós experiências, emoções, sentimentos não só em relação ao que lemos, mas na transposição do que lemos para o nosso quotidiano.
                                                                              Rute Mendes, nº 27 12ºF

A meu ver o conceito de cidade pode ser apreendido sob vários prismas. Pois, podemos definir cidade como um espaço agradável, mas também o podemos classificar com adjetivos pouco abonatórios. Prós e contras de um local onde tanta gente vive…
A cidade pode ser um sítio bom para viver quer porque é sempre um local onde inúmeras profissões se cruzam; as deslocações parecem mais rápidas de um ponto para o outro; os serviços estão centralizados sendo que facilmente nos dirigimos a um hospital, a um tribunal ou a uma repartição de finanças.
Porém as metrópoles estão repletas de situações que não confluem para o bem-estar  dos seus habitantes: as grandes indústrias instalam-se por perto, a circulação transforma-se em pesadelo dos cidadãos várias vezes ao dia, os problemas respiratórias já nascem no ventre das futuras mães e as relações humanas são demasiadas vezes artificiais.
Acredito que quando se fala em crimes, agressões, roubos ou outras situações semelhantes, estas aconteçam mais na cidade, porém apenas devido ao facto de existir maior concentração de habitantes nos centros cosmopolitas!
Assim, apesar de ser jovem e tendo noção de tudo aquilo que a cidade pode proporcionar, esse não é, no presente, o meu local de preferência, sinto-me mais confortável em espaços mais calmos rodeada por espaços verdes.
                                                                                                  Cláudia Rocha, nº 9 12ºE

Perspetiva do futuro:

            Há uma certa altura na vida, em que damos por nós a pensar no que vamos fazer no futuro, onde estaremos, como seremos e se as decisões que tomamos ao longo do nosso percurso são e foram as mais corretas. O futuro é algo imprevisível e, por vezes, podemos pensar como queríamos que ele fosse, no entanto, não o podemos controlar, pois ele é incerto e vai dependendo das nossas escolhas.
            Antigamente vivia-se numa época pouco desenvolvida a todos os níveis, época de pobreza e de dificuldades. A maioria das pessoas trabalhava no campo, dependendo deste para sobreviver, com dificuldades económicas, pois nem sempre o campo lhes dava o suficiente, para tudo aquilo que eles necessitavam. Muitos eram analfabetos e, mesmo aqueles que começavam os estudos, não tinham possibilidades para lhes dar continuidade, acabavam por deixar os estudos e dedicavam-se apenas ao campo, para ajudar a família ou então iam em busca de emprego, onde aí fossem devidamente remunerados, o que lhes proporcionava melhores condições de vida e onde conseguiam a sua independência, para mais tarde poderem formar família. Esta, normalmente, era formada cedo e para toda a vida. Sendo a família um foco/núcleo importante, de destacar ainda que era geralmente numerosa para que os filhos pudessem ajudar os pais. Era uma época de união e convívio entre a população, todos se conheciam e se ajudavam, partilhando momentos e histórias.
            Atualmente, estamos numa época mais desenvolvida, mais tecnológica, com menos dificuldades. A maioria da população já deixou o campo e dedicou-se mais à cidade. Os estudos tornaram-se essenciais e obrigatórios, sendo um ponto de partida para a mudança e para o desenvolvimento da sociedade. Os jovens estudam até mais tarde, vendo o seu percurso académico como algo importante e fundamental para a sua vida, para poderem conseguir uma carreira e um emprego que gostem e que lhes consiga dar estabilidade. Com isto, a formação de uma família torna-se algo cuja concretização é bem mais tardia, onde por vezes, acabam por ter só um filho. A nível social, as pessoas já não são tão próximas como eram, agora preferem estar mais ligadas às novas tecnologias do que ao que os rodeia. Já não se interessam em criar laços de amizade, mas em estar a par do que os outros fazem e do que está na moda. As pessoas tornaram-se mais materialistas comparando com o passado, não dando tanta importância às coisas mais simples da vida que, a  maior parte das vezes, são as que nos realizam.
            Para concluir, comparando as duas épocas, vemos que as gentes do antigamente e as pessoas da atualidade têm perspetivas diferentes relativamente ao futuro, considerando que ambas estão de acordo com o tempo em que se inserem. Outrora dava-se mais importância à família e à sociedade. Hoje em dia, agarramo-nos por demais à obtenção de uma estabilidade económica e aos bens materiais que desta podemos colher. Não serão duas realidades demasiado opostas?

Rute Mendes nº27 12ºF
Ao longo das gerações e consoante o tempo foi passando, as perspetivas de futuro foram-se alterando.
Senão veja-se a comparação que decidi elaborar fazendo referência à minha perspetiva de futuro com a idade de dezoito anos e a da minha madrinha com a mesma idade há vinte anos atrás.
Com essa idade a minha madrinha já estava emigrada há algum tempo e o que mais ambicionava e desejava era regressar rapidamente a Portugal e trazer com ela toda a sua família, o que, ainda hoje, não aconteceu na totalidade. No meu caso, com dezoito anos, ainda desejava que o meu pai regressasse a Portugal após dezanove anos na Suíça, o que finalmente se concretizou há poucos meses.
O que eles desejavam? O que viam na partida? Há vinte anos atrás, a maioria das pessoas podia resumir os seus sonhos em três palavras: casa, família e casamento. E para tal, era preciso trabalhar e amealhar o máximo de dinheiro possível. De facto, essa conjunção de conceitos resumiu os gestos e atos do meu pai e da minha madrinha. Assim, ela aos dezanove casou, aos vinte e dois teve a única filha e aos vinte e seis começou a construir a sua casa.
Tudo o que ela mais sonhou aos dezoito anos, eu só me revejo nessa situação por volta dos meus vinte e oito trinta anos. A razão para tal? Quero estudar, enveredar por uma área que me diga algo, quem sabe investigar e aprofundar determinados assuntos, ingressar no mundo do trabalho adquirindo competências e experiências e só depois ir de encontro aos mesmos sonhos da minha madrinha.
Não consigo deixar de salientar um exemplo concreto, nesta mudança de opções de uma geração para a outra, apesar de tão pouco distantes: jamais me conseguiria imaginar, daqui um ano ou dois, com uma criança minha nos braços. Como tratar de um ser tão inocente e indefeso quando sinto que ainda muito tenho de crescer para a prender a cuidar de mim?
O que mudou? Estaremos a agir da melhor forma relativamente às nossas opções?
Juliana Silva nº , 12ºF

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O famoso “Tea Time” vivenciado na nossa escola

No passado dia 6 de fevereiro decorreu o “ Chá das Cinco ” na sala dos professores, tendo esse espaço sido transformado num local tipicamente britânico, onde foi possível observar alguns icones londrinos que a decoraram. Num ambiente aprazível, foi possível saborear scones com diversas compotas, bolo inglês, bolachinhas e pétalas de chocolate e beber chá de diversos sabores. Desta forma, foi possível recriar o famoso “ Chá das Cinco”, tendo esta iniciativa como objetivo não só a partilha da cultura britânica como também o convívio saudável de toda a comunidade docente e não docente, tendo sido vivenciada com enorme agrado por todos os presentes. Esta atividade do PAA foi levada a cabo pelo grupo disciplinar de inglês, tendo contado com a participação das professoras: Rosa Carvalho, Ana Teixeira, Manuela Lourenço, Isabel Friande e Catarina Castro.